O Mestre dos Mestres.
Este livro foi escrito por um homem que lembra ter sido mais ateu que muitos que a si
mesmos se consideravam grandes ateus.Sua incredulidade estava fundamentada no seu pessoal
argumento de ter sido Cristo uma personagem imaginária, fruto de literatos.Este ponto de vista
o homem mudou aos poucos, pelo estudo dos 4 Evangelhos. Considera-os como biografias
incompletas de JesusCristo, escritas em épocas diferentes,por pessoas que foram seduzidas pela
história de Cristo.De outros ateus,o escritor diz : não passam de ateistas sociais,notórios pela sua
reação indignada contra as injustiças, discriminações e incoerências cometidas por religiosos em
determinada época.
Sendo o autor um psiquiatra renomeado,julga importante nós expôr sua análise dos dizeres,
pensamentos e ações do Senhor JesusCristo. A seguir,mostramos algumas das suas deduções:
Foi mesmo Cristo o Filho de Deus? Tal pergunta entra na orbe da fé, e Cristo costumava
pregar da necessidade de falar sem duvidar, isto é fé. Sendo ela uma particular percepção,com
raíces no mais profundo da experiência pessoal, não se torna um objeto proprio para pesquisa.
Cristo possuia uma inteligência única, por isto, não se comportava nem como héroi nem
como anti-héroi. Quando todos esperavam que falasse, ele calavasse. Quando todos esperavam
que tirasse proveito dos milagres que executava, pedia que as pessoas ajudadas não contassem
o que tinha feito. Uma pessoa comúm, no apogeu da sua popularidade, enche-se de orgulho e
muda o padrão do seu comportamento. Ele fugia de toda ostentação, e fazia verdadeira poesía
da sua miséria dizendo : < As raposas tem seus covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do
homem (ele) não tem onde reclinar a cabeça.>
Referindo-se a Deus como seu Pai, freqüentemente falava em terceira pessoa, enquanto que
falava em primeira pessoa só em ocasiões especiais,onde sua audácia era estremecedora : < Eu
não vim chamar justos,e sim pecadores ao arrependimento.>
Cristo propunha que seus discípulos perdoasem ate seus inimigos. Esta é uma proposta
libertadora, visto que, quando nos perdoamos ao nosso inimigo, nos livramos dele, pois deixa de
ser nosso inimigo.O odio e a magoa cultivam os inimigos dentro de nos. A prática do perdão de
Cristo era fruto da sua capacidade de amar sem restrição, praticando isto temos oportunidade
contínua de revisar nossa história, e traspondo os erros enmenda-la. O amor de Cristo é singular,
jamais ninguém consegue explica-lo, a uns dizia: <Não chores>, a outros <Não temas> e ainda
a outros <Tende bom ánimo>, sempre estava consolando, encorajando, compreendendo e
estimulando as pessoas a superar seus desesperos, temores e ansiedades. Ninguém na história
teve alvos tão elevados para uma humanidade tão acanhada.
Como seres humanos nos aceitamos mal o caos que, na sucessão infindável de organizar e
desorganizar a materia cria uma infinita corrente de nascimentos e mortes. Acabando a vida
física, a vida psicológica do homem pensante clama pelo proseguimento da existência. Como
tentativa de se livrar desta angustiante situação, o homem criou religiões para se projetar mais
lá da morte. A medicina correu atrás do prolongamento da vida brecando a velhice. Porém o
democrático drama existencial do envelhecimento e morte inevitavelmente nos atinge a todos.
Alguns suicidam-se, outros procuram drogas, as duas opções são inadequadas tentativas de
ultrapassar a dor da finita existência.
O pensamento de Cristo relativo ao fim da existência tem uma complexidade e ousadia
impresionante. Ele deixa de falar em terceira pessoa e diz claramente que tem o segredo da
eternidade, que este anseio de todos os homens passa por ele. Sua expressão é: <Quem crê
em mim, ainda que morra viverá.> Tais palavras possuem extensão inalcançável, com elas
Cristo se coloca numa posição que a ciência jamais pode atingir. Ele se posiciona como Filho
de Deus, Autor da Existência, Arquiteto da Vida, ou qualquer qualificação que possamos dar.
Cristo é a pessoa mais comentada do mundo. Ainda muitos não comprenderam que ele
transmite preciosas mensagens pela sua fala, pela eloqüência dos seus gestos e também pelos
seus momentos de silêncio.
O autor deste notável livro declara : Fui tocado pela pergunta dele <Que aproveitará ao
homem ganhar todos os tesouros do mundo e perder a sua alma? >
Escreveu este resumo : Oaprendiz.
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