Os hebreus evitavam a todo custo pronunciar o nome de Deus, tanto que no texto hebraico aparece cerca de 7 mil vezes escrito "Yahweh" isto é, Javé. Esse é o nome de Deus recebido por Moisés no Monte Horebe.
É preciso esclarecer que as linguas denominadas "semiticas", em sua formação inicial, não possuiam notação de vogais, grafando-se apenas consoantes.
Muito posteriormente, receberam os sinais que passaram a representar vogais tanto longas como breves.
Assim, o alfabeto foi acrescido de vogais longas e, as breves, por sinais colocados sobre e abaixo das consoantes.
Essa informação se faz necessária para compreender que a pronúncia Jeová, embora já consagrada pelo uso cristão, passou a ser utilizada por engano.
Explicando melhor, os judeus, em respeito a Deus, substituíam a expressão de seu nome por outros, como: "Adonai" (Meu Senhor) ou "Helohim" que eram os mais utilizados.
Como jamais passariam por suas cabeças pronunciar o nome de Deus, mantinham as vogais dos nomes apenas na memória ( principalmente após a interpretação radical do capitulo 24, versículo 16, do livro de Levítico).
Então, os judeus passaram a não mais pronunciar em vóz alta, o seu nome, substituindo sempre por "Adonai".
Com a introdução dos sinais representativos das vogais pelos Massoretas ( mestres ou letrados judeus), houve como que uma mistura do nome original com o representativo, ou seja, aquele usado por respeito (Adonai) com o verdadeiro, isto é, o Tetragrama, grafado sem vogais ( YHaWHe), gerando um engano quanto ao nome traduzido (Javé por Jeová).
Os mais importantes deste nomes de Deus são:
"Elohim" - Deus de Abraão de Isaque e Jacó;
"Elohim Sabaoth" - (Deus dos Exércitos),
"Adonai" - costuma ser traduzido por "Senhor";
"Elyon"- derivada de um verbo que mantem o significado de "subir", dando a conotação de "Altíssimo":
"Qadosh"- que mantem o significado de "Santo".
Pelo exposto, parece lógica a explicação dos ortodoxos de que o nome de Deus deva ser traduzido por "Javé", não existindo a vogal "O" no nome original.