Aconteceu exatamente na década de 1730 a 1740, que o protestantismo evangélico se afirmou de forma plena e completa, durante o Grande Despertar (Great Awakening) que agitou as colônias americanas.
A pregação exaltada de Jonathan Edwards sacudiu o entorpecimento, a indiferença e inércia moral do mundo religioso de então e convidou todos os protestantes para o novo nascimento.
Esta temática faz referência ao texto de João 3, em que Jesus convidou Nicodemos a “nascer de novo” para entrar no Reino de Deus.
De 1734 a 1737, ocorreram centenas de milhares de conversões.
Em 1739, o avivamento recebeu um novo impulso com George Whitefield. Da Geórgia até Massachusetts, o jovem pregador itinerante de 26 anos, formado em Oxford, no seio da Igreja Anglicana, tornou-se um icone do mover espiritual sobre a jovem nação americana.
Suas campanhas evangelísticas criaram uma moblização sem precedentes na história da igreja.
A partir de então, a corrente evangélica substituiria o antigo cristianismo baseado na tradição, na identidade e no território (igreja), por um novo, em que a identidade passava a ser determinada por uma conversão individual, com a Bíblia nas mãos.
Mas esse despertamento não aconteceu por acaso, três “movimentos” protestantes haviam anteriormente acontecido para preparar este quadro.
- O primeiro, a Reforma da reforma, movimentos “radicais” exigiam uma ruptura maior com os dogmas e rituais católicos existentes na reforma Luterana, entre eles destacam-se os Anabatistas. Os rebatizadores, partidários fervorosos da conversão pessoal.
- O segundo, afirmou-se na virada do século XVII, com o Puritanismo, separatista que se opôs aos compromissos da Igreja Anglicana.
- O terceiro, surgiu nas ultimas décadas do século XVII, com a grande tentativa de reforma interna do luteranismo pelos Pietistas, baseada numa piedade mais pessoal, da conversão, no seio de grupos fervorosos ritmados pela oração e leitura diária da Bíblia. Todas essas correntes valorizavam o envolvimento individual, com ênfase na observação rigorosa dos ensinamentos da Bíblia e da vivência comunitária.
Essas convicções estimularam de tal forma uma pregação militante que resultou neste Grande Avivamento que se expandiu a todos os recantos do mundo do século XIX.