“Do comedor saiu comida, e do forte saiu a doçura” (Juízes 14:14).
A partir da segunda metade do século XX houve um recrudescimento de interesse pelos aspectos da vida que são distintamente humanos e subjetivos. Este enfoque foi reconhecido como “Movimento Humanístico”, e com a virada do terceiro milênio ganhou mais impulso, propondo um modelo de Homo sapiens sapiens nitidamente diferente e antagônico aos dos mecanicistas que, consideram-no naturalmente de difícil inclusão de dados mensuráveis e objetivamente confirmáveis, rotulado como uma metodologia empírica. No entanto, com sua subjetividade e abordagem holístico-sistêmica compreende melhor e profundamente a psique humana, com seus dramas e aventuras, inspirando confiança e segurança aos seus adeptos na busca por harmonia e equilíbrio, potencializando e despertando passo a passo a Liderança Humana.
Com esta breve citação do Movimento Humanístico busco suscitar, no candidato a Guerreiro (nós), uma suficiente permeabilidade a esta dimensão transformacional, através da qual metamorfosearemos.
A Força do Guerreiro, a força de quem?
Antes de trilharmos no Caminho do Guerreiro deflagraremos uma revolução no rumo de nossos interesses dirigindo-os, cada vez mais, do mundo externo para o mundo interno. Haverá um esforço na mudança das energias que, outrora concentradas na adaptação exterior, voltarão ao crescimento interior. Forças empregadas, sobretudo, na competição e na sobrevivência começarão agora a mover-se no sentido da reunificação do aprender: a ser, a saber, a fazer e a conviver. Problemas pertencentes ao lado masculino da vida cederão lugar às questões básicas da natureza intuitiva, pertencente ao princípio feminino. Este princípio, longe de ser efeminado, é muito poderoso, e ao contrário do que possa aparentar, concede ao Guerreiro a magia da automotivação para suas relações humanas, a audácia no envolvimento pessoal, do contato físico direto, explora todas as dimensões da comunicação humana e suas necessidades; ao mesmo tempo, exerce um papel mediador e integrador nas indomadas condições primitivas de disputas. Entende e expressa sua fé e expectativas com relação a própria condição de entrega e de sacrifício.
Para alguns, infelizmente esta dimensão permanece e continuará escamoteada sob o véu do conformismo e do comodismo, do medo da mudança, dos paradigmas dogmáticos da crença cega, dos tabus repressores e dos pré-conceitos alijadores. Os mais curiosos, na saciável e contumaz busca do mais fácil, se apossarão de tal informação para futuras incursões, mas submetidos ao desafio da árdua e rígida disciplina exigida neste desiderato, engavetarão nos escaninhos do conhecimento ‘erudito’, delegando-a a terceiros ou pior abandonando-a.
Contudo àquele permeável O Poder do Guerreiro culmina e extravasa no seu sentido de vida, na sua espiritualidade experienciada, na sua percepção dos tensores, na sensibilidade aguçada, em seu caráter afetivo, na postura criativa, na arte e no humor. Metamorfoseado num Líder Humano – Guerreiro.