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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Filosofia>Resumo de O “OLHAR” DA FILOSOFIA NA CIÊNCIA E AS CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO

O “OLHAR” DA FILOSOFIA NA CIÊNCIA E AS CONTRIBUIÇÕES DA EDUCAÇÃO

Resumo do Artigo   por:lionessantos     Autor : filosofolionessantos
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O “OLHAR” DA  FILOSOFIA  NA  CIÊNCIA  E  AS  CONTRIBUIÇÕES  DA  EDUCAÇÃO 

Repensar os avanços das ciências e estar a par deles é um desafio para a filosofia. Para o filósofo francês, Michel Serres, isso se deve ao fato de elas fazerem avançar o poder destrutivo. Os artifícios da ciência mudaram a nossa relação com o mundo e até o nosso modo de pensamento. Sobre isso, deve meditar a filosofia: estamos num “mundo novo”, criado por técnicos e cientistas, que além dos progressos significativos para a nossa vida também pode trazer a barbárie. Hirochima e Nakasaki foi um marco na consciência sobre as possibilidades do uso da técnica e da ciência. Mas, para Serres, o problema de consciência tornou-se a repetir várias vezes em quase todas as ciências. Para o filósofo, todos os problemas em questão; o que é o homem, o indivíduo, o que é a relação familiar, porque vivemos etc. voltaram a tona por causa das questões e aplicações científicas. Haja vista as discussões que tem ocorrido no campo da bioética sobre a clonagem, a transgenia etc. Portanto, a filosofia também não deve ignorar e silenciar-se sobre os avanços da ciência. Ela não deve ignorar as produções da técnica e da ciência. Para Serres (2003), “jamais tivemos tantos meios, mas, para nossa desapontada vergonha, jamais tivemos tão poucos projetos” a favor de um mundo melhor. “Estamos defasados em relação aos projetos”. “Não sabemos ainda nos servir da própria escala de nossos poderes. Temos os meios de transformar desertos em bosques e jardins, poderíamos alimentar os famintos da Terra com nossos excedentes, poderíamos curar-lhes as doenças, mas acabamos por vender-lhes armas para que se matem uns aos outros”.  É preciso uma maior reflexão sobre o uso dos novos poderes proporcionados pela ciência de que dispomos. Serres argumenta que a partir do lançamento das duas bombas atômicas em Hirochima e Nagasaki, a constatação da nossa falta de um projeto a favor da vida ficou evidente. Diferentemente da posição assumida pelos positivistas, Serres nos chama atenção de que a ciência, além de trazer o progresso, pode também produzir a barbárie. E de forma tão avassaladora quanto a violência física. Pois, esta usará da “razão istrumental”. Basta lembrarmos das bombas atômicas lançadas em Hirochima e Nagasaki ou das construções dos suntuosos campos de concentração de Auschuwitz. Tudo isso foi produto da ciência. Embora, talvez não fosse essa a finalidade de aplicação desejada no inicio pelos cientistas idealizadores. O grande perigo, segundo Serres, é o uso que servos de ideologia possa fazer das construções teóricas da razão. Segundo Michel Serres, presa em seu passado, a filosofia não compreende mais os novos dados, assim como não consegue projetar a habitação das futuras gerações. Para o filósofo, enquanto técnicos e cientistas criam um mundo novo, a filosofia pensa nele como se fosse o antigo. Portanto, desde Nagasaki e Hirochima, uma mudança de filosofia passou a ser necessária. Serres defende que o filósofo - e diríamos que vale para qualquer pensador contemporâneo – deveria apropriar, construir (e mesmo viver) um pensamento que ele denomina de enciclopédico – “praticar todas as ciências”. Defende que o filósofo deve fazer três viagens: “pela ciência, pelas paisagens e pelo corpo social”. Para Serres, “o aprendizado abre no corpo um lugar de mestiçagens, para ser preenchido por outras pessoas” o que torna por fortalecer a tolerância e facilitar a convivência com o outro e a paz. É de suma importância ressaltar o papel que o autor confere à educação no processo da formação de indivíduos sensíveis aos dramas da humanidade, uma vez que, segundo ele “[...] já não acreditamos mais na faculdade da consciência, razão e juízo [...], nem nos conceitos tidos como fundamentais, mas, conhecemos homens; é preciso inventá-los; para os formar, é preciso um ensino, e para este, um modelo”. E já que não a temos a nosso dispor; tracemos, pois, um retrato, nunca exemplificado, para que ele possa suscitar imitadores. “Terceiro instruído” é a denominação dada por Serres. Para o filósofo, “o terceiro - instruído” traz uma idéia global do saber, equilibra seu saber, seus atos e suas condutas sempre a favor da paz e da vida. Serres aponta algumas das características fundamentais que esse sujeito deve reunir: “[...] perito em conhecimentos, formais ou experimentais, versado nas ciências naturais, do inerte e do mundo vivo, [...] viajante da natureza e da sociedade [...] enfim, sobretudo, ardendo de amor pela Terra e pela humanidade”. Que este sábio se multiplique, diz Serres. A filosofia não deve silenciar-se sobre os avanços da ciência e das novas tecnologias que se revelam determinantes na condição da vida humana, nos aspectos políticos, econômicos, sociais e, sobretudo na educação das novas gerações. E sobre isso; a educação tem muito a contribuir na possibilidade de formar novos modelos de “terceiro instruído” atentos aos dramas da raça humana. Nas palavras do filósofo: “queiramos ou não, nosso projeto é o homem”. [...] consiste em criar o homem, em fazê-lo viver bem e principalmente em paz”.

Publicado em: 21 junho, 2008   
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