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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Filosofia>Resumo de "Existencialismo é um humanismo"

"Existencialismo é um humanismo"

Resumo do Artigo   por:lucca     Autor : Sartre
ª
 
“Existencialismo é um humanismo” (1970) é um texto elaborado como resposta aos críticos do pensamento de Sartre, e nele encontramos um apanhado geral da sua filosofia. A princípio, Sartre estabelece o que é o existencialismo, ou seja, uma doutrina que institui que toda verdade e toda a ação aludem à subjetividade e a um meio. Ainda: que o existencialismo é uma doutrina austera, isto é, que exige disciplina, rigorosa. O pressuposto básico da filosofia existencial é que a existência precede a essência ou, em outras palavras, que é preciso partir da subjetividade. O ateísmo, característico de alguns pensadores existencialistas, coloca-se como foco central em Sartre, que busca as conseqüências máximas do negar a Deus. Ele afirma, então, uma decorrência básica dos pressupostos existencialistas, qual seja: “o homem existe, encontra a si mesmo, surge no mundo e só então se define.” (Sartre, 1970) O homem é responsável pela definição de que é o homem, e não meramente no sentido individual que se emprega o termo “homem”, mas sim em sua significação mais ampla, isto é, significando a humanidade como um todo. Portanto, “ao afirmarmos que o homem se escolhe a si mesmo, queremos dizer que cada um de nós escolhe, mas queremos dizer também que, escolhendo-se, ele escolhe todos os homens” (Sartre, 1970). Da responsabilidade da escolha, e por sua relevância e significação para a humanidade, resulta a angústia, inevitavelmente. A partir dessa concepção, chegamos a implicações de amplitude considerável, como a negação de toda característica dita “inata”, assim a rejeição de todo e qualquer determinismo. Não há, portanto, nenhuma justificativa para nossas ações, nenhum valor a que possamos culpar pelos atos individuais, “estamos sós, sem desculpa” (Sartre, 1970). Consequentemente: o homem está fadado a reinventar-se a cada momento e vive em completo desamparo – “somos nós mesmos que escolhemos o nosso ser” (Sartre, 1970). Contudo, o desamparo e o desespero subjacente não devem levar ao quietismo, mas sim o contrário: Sartre afirma que não há realidade que não seja a ação. Os sonhos e as esperanças, sob esse prisma, são negativos, e devem ser rechaçados. Sartre volta, então, a pensar sobre seus pressupostos, afirmando características da verdade (como a necessidade de uma verdade absoluta, qual seja: a verdade da apreensão do homem a si mesmo, sem intermédios), discutindo as conseqüências do cogito perante um outro e colocando a condição como substituta do “natural”, empregado como determinante do homem. Além disso, ele afirma a universalidade no homem como a capacidade de permanente redefinição. À guisa de conclusão, Sartre rebate outras três críticas. À primeira, de que “o homem, no existencialismo, pode fazer o que bem entende”, rebate comparando a moral à estética.
Diz que não existem valores morais universais que nos conduzam a agir a priori, porém eles sempre existem quando feita a ação. Portanto, nenhum agir é gratuito. À segunda, “vocês não podem julgar os outros”, Sartre responde que, a partir do momento em que se compreende a escolha como feita para e pela a humanidade, torna-se possível julgar os outros, quando agem fora da liberdade, isto é, em má-fé À terceira, “os valores não tem seriedade, pois são escolhidos”, ele abjeta que a escolha de valores implica somente em dizer que eles não existem a priori. Afinal, a existência precede a essência: quem vive deve dar a vida o sentido que lhe convém, deve escolher. Sob meu ponto de vista Sartre, ao determinar a liberdade como verdade da ação – inclusive ao determiná-la como conceito: “poder de escolha” –, cria um “determinismo da liberdade”, no qual todas as definições de homem enquanto tal devem prescindir de um caráter “livre”. Desse modo, Sartre cria um arcabouço moral e valorativo no qual constam definições pré-estabelecidas acerca do homem – o engajamento total, a necessidade da angústia, a responsabilidade do homem pela humanidade, o desamparo – que, em um panorama mais amplo, inviabilizam a lógica da sua filosofia, que recusa todo e qualquer homem determinado, exatamente pelo seu caráter “livre”. Penso, ainda, que a filosofia de Sartre fecha-se em uma “metodologia da existência”, isto é, em um “determinismo existencial”. O que, novamente, torna inviável sua proposta de homem livre. Sartre, ao pensar o homem em um sistema onde a consciência é considerada aniquilação (néantisation), implica que sua própria filosofia é néantisation. Isto é, que o seu próprio modo de pensar é aniquilação e, assim, distância da realidade a que se propõe analisar. Sob esse ponto de vista, talvez o “determinismo” de Sartre seja, também, uma forma do em-si de vislumbrar o mundo e, portanto, não-negativa. Assim, por mais que, talvez, Sartre caia em contradição ao considerar pressupostos delimitados na sua valoração de “liberdade”; a sua filosofia é coerente, exatamente porque deixa claro o caráter de néantisation de toda e qualquer análise acerca da realidade.
Publicado em: 09 janeiro, 2008   
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  1. Responda   Pergunta  :    "existencialismo é um humanismo" Veja tudo
  1. Responda   Pergunta  :    afinal oq seria a proposta existencialista Veja tudo
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