Numa frase cantada podemos comparar a expiração sonora a uma arcada de violoncelo que o instrumentista não abandona até ao final. Deve seguir-se mentalmente o
desenho melódico, sempre com uma ligeira antecipação. Depois de bem assimilado o
desenho melódico é necessário detectar as acentuações, hiatos e as inflexões nas
consoantes. Devem descobrir-se as células rítmicas mais importantes, quais se repetem, onde estão as progressões intervalares (que seguem geralmente progressões harmónicas). Há que
respeitar ou escolher
planos de intensidade distintos e os “crescendi” e “decrescendi”, consoante os estilos. Devem respeitar-se apogiaturas, acentuando-as e recolhendo na nota real.
Depois de bem lido o
texto devem procurar-se as
palavras mais importantes e, nessas palavras, as consoantes doces ou agrestes que o lirismo ou dramatismo requerem. Caso seja necessário fazer inspirações suplementares, é forçoso
respeitar o texto e a melodia, de forma a não destruir a ideia literária e musical.
Deve pesquisar-se
em que contexto se insere a peça no aspecto musical e sociológico, e ter sempre presentes os grandes períodos da História universal e artística, já que nestas está contida a História da Música. Por último deve trabalhar-se a
ornamentação própria dentro do estilo, por exemplo, escolhendo as cadências que mais convenham ao âmbito vocal.
Depois de tratados estes pontos, o
fraseio (ou pontuação melódica) está pronto a executar-se.
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