Sobre o autor Fernando Lopes Graça é um compositor português do século XX, com vasta
obra. Figura cimeira
da
música e da cultura portuguesa, distinguiu – se também pela sua actividade pedagógica e de cidadania.
Sobre o livroTrata – se de um pequeno opúsculo publicado em Lisboa pela Gazeta Musical, em 1953, onde Lopes Graça reúne três escritos sobre o mestre húngaro Bela Bartok.
No primeiro, Lopes Graça traça um perfil biográfico do compositor, referindo as principais obras de cada período. Profundamente patriota, preocupou – se sobremaneira com a recolha, tratamento musical e preservação da música popular húngara, com o intuito de criar uma “música nacional” assente nas raízes etnográficas da nação.
Deve – se referir também a sua profunda oposição ao nazismo ou a qualquer forma de racismo, que se manifestou de diversas formas e que o levou a radicar – se nos Estados Unidos, onde continuou a sua actividade musical e onde faleceu em 26 de Setembro de 1945.
No segundo escrito, com base na
obra de B. B., Lopes Graça reflecte sobre os vínculos entre as raízes nacionais de vários compositores e a universalidade da sua música. Como exemplos entre muitos outros: Palestrina, Verdi, Bach, Beethoven, Wagner. Ou Vivaldi, Mozart, Brahms, Debussy, Mussorgsky, Falla.
No terceiro, recuperando o que tinha escrito por ocasião do 2º aniversário da morte de Bela Bartok, Lopes Graça recorda emocionado o seu breve encontro com o mestre, no Inverno de 1939, e a funda impressão que este lhe causou. Recorde – se que a obra de Fernando Lopes Graça reflecte alguma influência do mestre húngaro.