Nascido em Meca, na Arábia, Maomé, fundador do Islão, foi criado por um tio, chefe de uma pequena tribo. A sua infância foi
passada de tratar gado e de camelos, e mais tarde entrou ao serviço de uma viúva rica, Cadija, com quem mais tarde casou.
Cerca dos seus 40 anos, surgiu-lhe uma visão, em que o arcanjo Gabriel lhe mandava proclamar o único e verdadeiro deus, Alá.
Começando a pregar em Meca, atraiu sobre si próprio uma perseguição, que em 622 o obrigou a fugir para uma cidade vizinha, agora conhecida por Medina, “a cidade do profeta”. Aí, os seus
seguidores foram aumentando rapidamente, e em 630 reconquistou Meca, proibindo a adoração de ídolos e ordenando que os não crentes nunca mais entrassem na cidade. Ainda hoje, só é permitida a entrada em Meca aos muçulmanos.
Maomé, ditou as doutrinas da sua fé aos seus seguidores, que as compilaram sob a forma do “Corão”, o livro sagrado do Islão, insistindo no entanto, que não se tratava de ensinamentos seus, mas sim das palavras de Deus, de quem o profeta era o porta-voz.
Além de grande religião, o Islão era também um
movimento nacionalista. Aquando da morte de Maomé em 632, já este movimento controlava toda a Arábia, espalhando depois a sua influência pela África e Ásia.