A
vida do escritor Ariano Suassuna, como sua obra, é repleta de emblemas, figuras e histórias que expressam o Brasil.
Em seus 80 anos de vida, comemorados no dia 16 de junho, ele escreveu, sempre à mão, clássicos da literatura e do teatro nacional, como
Auto da Compadecida.
Tão associado ao sertão, Suassuna, ironicamente, nasceu na cidade litorânea de João Pessoa, na Paraiba, quando
seu pai, João Suassuna, ocupava o que então corresponderia hoje ao cargo de Governador do Estado. Mas pouco tempo depois, o menino saiu da capital e seguiu seus estudos em Recife (PE).
A trajetória dele como escritor teve início cedo, aos 12 anos, quando fez seu primeiro verso de poema.
Suassuna afirma que é na infância, e um pouco da adolescência, que se forma o universo mítico do escritor. A criação suassuana se retroalimenta de fontes eruditas e populares. Sua formação lhe permite percorrer incessantemente esse trajeto. Pois, do mesmo modo que, durante a infância e juventude, lia os grandes clássicos universais e nacionais na excelente biblioteca do pai, também assistia aos espetáculos dos circos pobres, encantado, sobretudo, com o Palhaço Gregório.
Mas a figura mais forte na vida e na literatura de Suassuna é a de seu pai, que foi assassinado durante a revolução de 30, no Rio de Janeiro, quando Ariano tinha 3 anos de idade. A memória do
pai esta no teatro, na poesia e nos romances de Ariano.
Em seu discurso de posse, na Academia Brasileira de Letras, ele disse que passou o resto da vida tentando protestar contra a morte do pai através no que faz e escreve.
Entre toda a sua obra, Suassuna nomeia
A Pedra do Reino como seu livro preferido e diz que se só pudesse salvar um deles, o escolheria. O título também é o que mais recebe atenção atualmente: ele trabalha em sua seqüencia, cuja estória e personagens, podem ganhar mais de um livro com foco na poesia, teatro e dramaturgia.
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