Durante o período literário
barroco podemos encontrar, a par do incremento das publicações impressas, a preservação da tradição
manuscrita de origem medieval. Não é de surpreender que esta tradição perdure ao
longo de séculos, na medida em que as oficinas de impressão em toda a Europa trabalhavam lentamente num processo manual e moroso. Sabe-se que uma página levava cerca de um dia de
trabalho para que se conseguisse uma matriz, por isso é fácil imaginar a difícil tarefa de edição de um texto longo. Também se
Sabe que as condições de trabalho não melhoraram muito desde a primeira
oficina de impressão, que imprimiu o primeiro incunábulo português do Pentateuco, na oficina artesanal da judiaria de Faro a 30 de Junho de 1487. Há testemunhos anteriores a 1487 que dão conta de impressões de poesias do Infante D. Pedro, contudo estes episódios são parcos e esporádicos o que leva a crer que a tradição manuscrita foi a predominante, senão mesmo a mais usada.
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