Textos em vários estilos, baseados na notícia abaixo:
Mulher tenta suicídio, ameaçando se jogar de cima de uma torre de telefonia celular, por que queria que seu ex- marido voltasse para ela. Só desistiu depois da chegada do Corpo de Bombeiros. Estilo Mundo Cão Numa tarde de muito sol... Uma mulher desesperada... Subiu, degrau por degrau... A torre de telefonia celular... Num desespero profundo... Gritava, clamava pela volta do marido... Dizendo que se ele não voltasse... Se ele não voltasse... Se jogaria... Se jogaria, daquela torre... De muitos metros de altura... Iria se espatifar no chão... Por amor ao marido... Vejam bem: é uma mulher desesperada, que quer seu marido de volta... Só não se jogou, devido a interferência... Sim, vejam bem: Só não se espatifou no chão, devido a interferência dos policiais do Corpo de Bombeiros... Que a tiraram lá de cima, evitando a tragédia...
Estilo Carnavalesco Gay
O espetáculo carnavalizado, proporcionado pela senhora da comunidade, só pode ser entendido como uma manifestação em que o luxo e o lixo se misturam para dar voz e vez ao que podemos chamar de TPC – Tensão Pré-carnaval. Mas, é
Um horror, já que não foi nada fashion. Sua maquiagem e suas roupas estava horríveis, seus cabelos, um chanelzinho básico, fora de moda, que não tem nada a ver. Ainda se fosse, bicha, não iria se espatifar e morrer por causa do bofe. Iria virar purpurina.
Estilo Maluco Beleza
A sociedade alternativa precisa entender que ela estava preferindo ser uma metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, sobre o que é o amor. Ela entendia que ninguém é feliz nesse mundo tendo amado uma vez. E ninguém perguntava por que ela era tão calada, não falava de amor, quase nada. Como a cidade não tinha um Metrô, linha 743 ela calçou um sapato novo para ver se seu tumbão já podia receber seu corpo que seria lançado das alturas como nuvem de mil megatons. Mas, o que ela queria mesmo era uma chance de tentar outra vez, pois sabia que a água viva ainda está na fonte e que tem dois pés para cruzar a ponte, por isso os bombeiros não tiveram dificuldades de tirá-la da torre. Embora um deles tenha dito: “Eu não sou besta pra tirar onda de herói”
Estilo Embromação
Temos que entender que é um direito dela tentar pular, pois ela sabendo dessa possibilidade, subiu na torre e subindo na torre, sabia que uma hora poderia descer, depressa ou devagar. Mas, mesmo sabendo disso ela subiu, por que estava desesperada, pela volta do marido, que poderia voltar ou não. Sem pensar nas conseqüências futuras advindas de tal atitude, ela, que não sei como conseguiu subir na torre, já que sua idade era bastante avançada, pedia pela presença de seu marido. Mas a dúvida era: ela vai pular ou não? Se ela pular, vai morrer? Ou vai apenas cair no chão e no futuro andar de cadeiras de rodas? São dúvidas que ficam e que todos devem estar atentos a isso. Outra pergunta que fica: como ela conseguiu subir na torre? Ela subindo e os bombeiros subindo atrás dela vão conseguir persuadi-la em descer? Um dia, quem sabe, talvez, ela não vai tentar fazer a mesma coisa, de novo? São interrogações. Profundas perguntas que ficam a voar por sobre nossas cabeças, trazendo nuvens negras que deixarão para sempre essas dúvidas Ou não.
Estilo poético
Em uma tarde tranqüila
Uma mulher de meia idade
Vai às alturas, na torre
Para pular de verdade
Com o coração dilacerado
Pelo companheiro abandonada
Dar cabo à própria vida
Seria a saída, pensava
Depois de tantas ameaças
De voar pelas alturas
Chega o bombeiro, o herói
E a resgata pela cintura
Mas uma dúvida ficou no ar
Entre o marido e o bombeiro
Estava a se torturar
Pelo amor verdadeiro
Depois desse ocorrido
Ficou seriamente a pensar
E se tivesse morrido
Poderia voltar a amar?
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