Quantas vezes em nossos diálogos cotidianos não percebemos certos constrangimentos, tendemos a prestar atenção no mais eloqüente
e articulado, na voz mais potente. Na maioria das vezes, estamos ouvindo e tentamos
falar mas não somos ouvidos; outras vezes são os outros que falam e não ouvimos, pois estamos prestando atenção apenas na nossa própria voz. Por isso que muitas vezes os diálogos não são diálogos legítimos, trocas de idéias; as duas ou muitas pessoas envolvidas numa conversa não conversam, mas conquistam. Nessas muitas vezes não importa, de fato, o que está sendo falado. O principal é estar falando e sendo olhado, notado, ou conduzir os outros a uma sensação ou
impressão de realidade. Falamos, na maioria das vezes, para impressionar - causar uma impressão de si, a partir da supressão da outra pessoa. Tendência egoísta que expõe o ''eu'' como condição aparente para que ele exista.