(Continuação)
5- Exemplos recentes - Como exemplo mais recente do uso dessa manipulação como forma de atingir a massa, podemos citar a guerra contra o terrorismo e a invasão do Iraque, em que a verdade que prevaleceu na imprensa foi a do Governo de George W. Bush. Criaram a ilusão, por meio dos veículos de comunicação, de que existiam armas químicas, de destruição em massa, no país do Oriente Médio e isso, mais tarde, mostrou-se que era uma grande mentira, porém, por essa propaganda enganosa, muitos países se alinharam aos EUA, que se colocou como simples vítima na história, porém, os motivos da invasão eram bem outros, principalmente o controle sobre os poços de petróleo do país. Mas, prevaleceu a idéia de que na guerra, vale tudo. Derrubar o ditador Saddan Hussein, livrar o povo Iraquiano da opressão, tornaram-se secundários diante da ameaça ao mundo de ataques em massa por armas químicas. Por trás de tudo isso, existiam muitas mentiras, que prevaleceram sobre poucas verdades que poderiam existir.
6- O grande poder da mídia - Os que detêm o poder sempre perceberam que a mídia é uma arma poderosíssima, capaz de moldar a opinião pública de acordo com os interesses do comunicador, portanto, procuram sempre usar a mídia para seu auto-benefício ou para defender interesses nem sempre claros. Para os defensores da Magic Bullet, pode-se fazer um paralelo com a psicologia behaviorista, em que “bastaria injetar algo no corpo para que esse respondesse ao seu efeito ou metralhar um corpo para que esse se debilitasse”.
7- Simplismo - Porém a Teoria
Hipodérmica é por demais simplista. Os primeiros teóricos da comunicação desconheciam como funcionavam as diferenças individuais. Percebendo que poderia se cometer equívocos por esse simplismo, usaram seus princípios para desenvolver outras
teorias que envolviam o “
mass media”. Esquecem que as pessoas são individuais e recebem as mensagens de acordo com seu grau de instrução, sua cultura. Esquecem que para cada pessoa a comunicação vai surtir um efeito, não estudar esses efeitos é querer achar que já se sabe o que vai acontece com cada um após a emissão da mensagem. Ninguém é igual. Todos nós recebemos as mensagens e as digerimos de acordo com nossos conhecimentos ou com nossa vontade de digerir as “verdades” emitidas pelos meios de comunicação ou pelos detentores do poder.
8- Parte final - Podemos concluir que nenhuma teoria sobre a comunicação será definitiva. A cada novidade surgida nos veículos de comunicação, podemos ter uma nova teoria, que será substituída por outra, mais nova, contestando a anterior. Nada em comunicação será definitivo, principalmente nos dias atuais em que a tecnologia existente se torna absoleta em questão de dias e a comunicação se torna cada vez mais ágil, atingindo as pessoas com toneladas de informação sobre um mesmo assunto. As teorias, possivelmente, vão acompanhar esse mesmo rítmo. Assim, podemos dizer que, quando, nos dias atuais, os jornais usam um lado da verdade, como absoluta, podemos dizer que estão usando a “agulha hipodérmica”. Atinge a todos com uma verdade, como se fosse absoluta ou uma vacina para todos os males. Torce-se para que, pelo menos, a “agulha” esteja, ao menos, esterilizada.
Mais resumos sobre Teoria Hipodérmica - Parte 2