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Aquilino Ribeiro ou O mesmo é sentir e pensar. Algumas analogias com Immanuel Kant. A partir da leit

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Resumo escrito por : Anonymous
Visitas : 327  palavras: 900   Publicado em: abril 30, 2007
A ontologia, como primado da existência sobre a essência, não interessa aqui e agora para nada. O que é que nós sabemos? Sabemos que pensamos que sentimos que pensamos. Assim, o mesmo é pensar e sentir e vice-versa.
O sentimento estético, que é o que aqui nos ocupa o pensamento, foi intuído por Kant, em especial na Crítica da Faculdade de Julgar. Aquilino Ribeiro é um pensador da estética da natureza. Não será arriscado afirmá-lo. E, a juntar ao sentimento/pensamento humano do bicho-homem, Aquilino integra os bichos-bichos (e até os bichos-plantas), como seres de sentimentos, logo de pensamentos: “Quando se passa à vista dessas serranias, perfiladas no horizonte, que têm o seu quê das monticulações dos formigueiros, cheias de povos, de passaredo, de bicheza humana e montesinha, toma-nos, da projecção de nossa pequenez sobre a imensidade e o mistério da distância, um sentimento que tanto pode ser de exaltar como de deprimir.”
Dizia Kant que quem nos rouba a palavra, rouba-nos o pensamento. De facto, a sua capacidade de comunicar é a possibilidade que temos, ainda hoje, de tentar compreender o seu pensamento. Assim se passa com os escritores, assim se passa com Aquilino. A linguagem é o oxigénio da natureza. Seja através de sinais sonoros, visuais ou outros, seja através da palavra articulada, tudo na natureza é comunicante.
Em Kant, afirma-se o primado da natureza sobre a arte e da beleza natural sobre a beleza artística. Em Aquilino, também: “De resto, a Primavera é uma pintora inigualável, enciclopédica, senhora de uma paleta que está ainda para nascer o grupo impressionista ou o laboratório de croma capaz de a suplantar.” Kant afirma, na Crítica da Faculdade de Julgar: “Tomar interesse imediato pela beleza da natureza é sempre sinal de boa alma; e se este interesse é habitual, pelo menos indica uma disposição do ânimo favorável ao sentimento moral, se de bom grado se associa à contemplação da natureza.” Em Aquilino Ribeiro, o sentimento estético e o sentimento ético não se confundem, mas comungam da mesma malga: o amor pela natureza. Diz Urbano Tavares Rodrigues em O Génio de Aquilino, que Aquilino Ribeiro “é livre-pensador e anticlerical, mas uma irreprimível atracção o faz abeirar-se dos franciscanos. Percebe-se. A religião deles é de amor, não de castigo e, pobre de teorética, abre-se toda para a natureza.”
Não se pretende aqui acentuar as semelhanças entre Kant e Aquilino Ribeiro. Kant foi filósofo, Aquilino foi um homem de letras, um romancista, um contador de histórias. O que há em comum é o respeito pela natureza e pelos homens, dignificados por um sentimento estético, proporcionado por um favor da natureza. A filosofia de vida também terá pontos em comum. Mas o que parece uni-los como a água ao copo, é a intuição do pensamento como sentimento. E, neste, a nobreza do sentimento estético.

Porquê Aquilino? Porque é um escritor português, do século XX; porque é uma esperança, de que o estético venha a prevalecer simplesmente por aquilo que é – um desinteresse interessado, um sentimento pensado, uma forma digna de vida. Para Aquilino, a natureza vale pelo que sente, pelo que dá e pelo que merece. O homem, para ser homem, tem de (se) merecer tamanha dádiva. Em Kant, o sentimento estético permite pensar a natureza como teleologia. O mesmo nos diz a prosa poética de Aquilino Ribeiro: “Dado que pudéssemos medir o mundo por outra toeza, outro galo nos cantara. Mas a nossa insignificância exige precisamente esta pessoalidade de comensuração, donde resulta que a Primavera, por exemplo, não é um fenómeno com a sua ciclicidade de todo independente do indivíduo, mas uma forma do seu estado de ser. As rosas têm mais ou menos perfume conforme o momento de sensibilidade de quem as aspira. O prado de um proprietário é sempre mais bonito que o prado do vizinho. (…) Se o homem tivesse olhos, como asmáquinas fotográficas, puramente objectivos, gozaria por certo o mundo de forma invariável, um só tom, uma só forma, uma só gama. Todavia é na diversidade da retina que reside a ciência: o bem e o mal. Uniforme só o olhar dos anjos.”

Que valor para a filosofia, enquanto estética da natureza? E que natureza, como objecto ou paradigma estético? Será este um (ou o) caminho para salvar a natureza e a relação do homem com ela? A escolha de Aquilino Ribeiro tem sobretudo a ver com as possibilidades de resposta a questões como esta. Penso que não foi em vão.

Ficou guardado para o fim um dos trechos mais refrescantes da Geografia Sentimental: “A existência de um depende do excídio de outros. Esta ciclicidade da vida e da morte poderia fazer desesperar da nossa condição de viventes, se nos puséssemos a filosofar. Quem se dá ainda a tão fútil passatempo?”

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  1. UNIÃO DO CORPO COM A ALMA - TRABALHO QUE ERA MEU !

    Magnus Amaral Campos

    quarta-feira, 2 de maio de 2007

    Não pensei que KANT havia escrito para débil mental entender. Só nesta página estão escritos três artigos de como fazer a UNIÃO DO CORPO COM A ALMA ! A pergunta que fica é como é que ainda tem tanto NEURÓTICO no mundo ! Será que entenderaqm o que está escrito ?

  2. ESTE É O FIM DE TODAS AS NEUROSES HOMOSSEXUAIS !

    Magnus Amaral Campos

    quarta-feira, 2 de maio de 2007

    SERÁ QUE AS PESSOAS NÃO ENTENDERAM O QUE ESTÁ ESCRITO AQUI ? PARABÉNS POR TUDO ! MAGNUS.

  3. ESTE É O MAIOR TRABALHO DE TODA A RAÇA HUMANA ! " INIMPAREGIÁBILE " !

    Magnus Amaral Campos

    quarta-feira, 2 de maio de 2007

    Arrebenta qualquer NEUROSE e algumas PSICOSES. Mesmo assim , quem não conseguir entender o que está escrito, particularmente médicos, podem pedir meu auxílio. Esse raciocínio deveria ser ensinado no primário. Magnus Amaral Campos

  4. NÃO SE IMPRESSIONE , SE MESMO ESTANDO ESCRITO, NÃO ENTENDER NADA !

    Magnus Amaral Campos

    quinta-feira, 3 de maio de 2007

    Peça auxílio. Eu " traduzo " o que está escrito , para você - Magnus Amaral Campos - " O TRADUTOR "

  5. RENÉ DESCARTES E SUA FRASE FALSA ! AGORA POSSO EXPLICAR !

    Magnus Amaral Campos

    sexta-feira, 4 de maio de 2007

    Segundo este abstrato, KANT dava como verdadeiro que" PENSO, LOGO SINTO ". Porisso , a frase de Descartes mais famosa do mundo é falsa, ou não verdadeira. "PENSO, LOGO EXISTO " é no mínimo, uma frase burra, tida como verdadeira em todo o mundo !

  6. Anonymous, como é que você e a Ada enfiaram o mesmo e igual artigo TRÊS vezes no mesmo dia ?

    Magnus Amaral Campos

    domingo, 13 de maio de 2007

    aquí no Schvoong ? Vocês dois são duas pessoas ou uma apenas ? Coincidência ambos acharem juntos , ao mesmo tempo o mesmo artigo de Aquilino Ribeiro sobre a UNIÃO do corpo com a alma ?

  7. Anonymous, a raça humana é realmente enganada pelo sentimento estético e é esse sentimento

    Magnus Amaral Campos

    domingo, 13 de maio de 2007

    que origina os DESEJOS INCONSCIENTES, em especial o DESEJO HOMOERÓTICO. Ele perde a potência quando conseguimos sair do sentimento estético e nos guiar através do sentimento reflexionante.

  8. LEIA A PARTE FINAL EM

    Magnus Amaral Campos

    terça-feira, 15 de maio de 2007

    " A FINALIDADE SUBJETIVA É PENSADA ANTES DE SER SENTIDA "

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