Brasília, 01 de abril de 2009.
Hoje depois de tanto tempo estou retornando
e tentando um novo recomeço.
Recomeço! Pois é todos os dias em nossas vidas é sempre um recomeço, eu sei bem o que é isso, e por esse motivo posso lhes afirmar que recomeçar é sempre difícil, mas não é impossível. Estar aqui escrevendo é um recomeço de algo que comecei e parei. Quando a tristeza nos abate e sentimo-nos frágeis, pensamos logo em
desistir.
Desistir de que? E por quê? Será que realmente sabemos do que estamos com medo e queremos desistir. Ou será que temos medo até mesmo de saber do que estamos com medo e querendo desistir de ter medo. O medo é parte de nossas fraquezas por não sabemos lidar com elas, tentamos então fugir e nos esconder de nós mesmos com medo de ter medo de esta com medo.
Eu sou assim, você, nós somos e quem não é talvez nem saiba quem e por que é. Só sei que ter medo de esta com medo é uma parte de nós que tentamos esconder dos nossos medos de ter medo por está com medo de ter medo.
Talvez o maior perigo seja não ter medo de ter medo. Ou talvez o medo seja uma forma de cautela e prevenção de nos proteger do medo de estar com medo de ter medo.
Hoje sei que o medo pode ser uma forma que encontramos de nos proteger por estamos vivendo um período de crise das crises e violência do silencio do eu intimo com medo de sentir que tem medo de estar com medo.
Isso te lembra alguém? Eu lembro.