I – A VIDA DO FILÓSOFO Kierkegaard nasceu na capital dinamarquesa, Copenhague, em 1813. Foi o último dos
filhos do casamento de Michael Pedersen Kierkegaard (viúvo e sem filhos) com sua governanta Anne Srensdatter (respectivamente 56 e 44 anos quando ele nasceu).
A relação pai/filho foi complicada, visto que se sentia o sacrificado e mártir face ao pai.
A educação foi cristã e considerava-se um pecador devido aos pecados do pai por ter praguejado contra Deus aquando da sua infância.
A morte do irmão Mikael em 1819 e da irmã Maren Cristine em 1822 marcaram-no
profundamente e, juntamento com o
relacionamento difícil que teve com o seu pai, transporta esses sentimentos para as suas obras, a sua escrita é feita a partir da experiência pessoal e da sua existência, depois de viver momentos profundamente depressivos e amargurantes.
Teve um relacionamento com Regina Olsen, com quem rompeu passado um ano, sem haver razão para tal, embora fique marcado e traumatizado por tal.
Em outubro de 1855 sente-se mal na rua e é levado para o hospital, sendo depois internado. Não aceita a comunhão das mãos de um padre, pois acha que eles são apenas funcionários de uma instituição e em nada são testemunhos do cristianismo.
Na realidade, ele não rejeita a comunhão, mas sim quem a faz, pois queria que fosse feita pelas mãos de um leigo. Assim, aceitava a religião mas não a Igreja.
A 11 de novembro, morre com 42 anos. A Igreja Luterana tenta apropriar-se do seu corpo, mesmo ele tendo negado a religião “oficial”, mas a juventude dinamarquesa opõe-se.