(Considero que o resumo de uma obra é uma expressão artística, sobre todo, se a jogo pertence ao mundo da literatura; por
ele é que uso um linguagem literário). A Biblioteca de Babel pertence à obra "Ficções", escrita em 1944 e na que também se encontra sua narrativa "O Jardim dos Rastros que se bifurcan, talvez o mais conhecido dos relatos de Borges. Se sabe que Borges avaliava ás idéias filosóficas e religiosas não per se senão por sua valor estético ou que causa um assombro que obrigava a indagar com prudente sigilo «La Biblioteca de Babel» me parece um bom começo para a indagação pois nelas achamos descrições de delicioso valor literário Formosas descrições; apoteóticas, de fato Descasco detalhe engañosamente realista (uma das fases surrealistas em sua pretendido detalhismo do real) Descasca soberania de um estilo que se auto-reproduz numa série de cheires cada uma, obrigatoriamente, trazendo a outra em constante exigência de eurritmia formal e emocional Descasco linguagem, descasca majestade de sua desenvolvo sintático por tantas coisas !De qualquer maneira, esse virtuosismo descritivo é também uma cripta que custódia uma das várias idéias estéticas que Borges tem de
infinito Tratar de decodificá-la é um desafio de irresistível atração por qualquer leitor que gosta de ingressar no mundo infinito das idéias infinitas Tem na Biblioteca de Babel uma coexistência intuitiva de
infinitude o que é congruente com a idéia formal de infinitude que nos oferece o número de pontos existentes num segmento de reta Apesar do que o segmento de reta é limitado o número de pontos ideais que a conformam seria infinito como seria infinito o pretendido número de pisos que existem nos hexágonos das galerias da Biblioteca Porém o leitor talvez descubra que esta concepção da unidade infinito-finito seria ideal posto que tomaria em conta a cada piso como um ponto ideal idêntico a si mesmo em todo momento Mais ainda, os conceberia como pontos imateriais estéticos à maneira dos protótipos de Platão Pontos sem mudanças qualitativos, mudanças que na vida real ao ser os geradores de contínuas transformações são também os que outorgam não finito material a condição dialética de infinitude....... Ler "A Biblioteca de Babel" de J.L. Borges é uma aventura ao intelecto É uma abertura para a intuição Um desafio ao leitor que gosta dos mistérios da vida e a vida dos mistérios Um agradável presente à alma.
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