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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>Filosofia>A dialética hegeliana

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A dialética hegeliana

por : TatianaAnflor     

Autor : Tatiana Anflor
Observando-se o caminho percorrido pelo pensamento humano desde que o homem libertou-se da forma mítica de conceber o mundo
até a atualidade, percebe-se que há duas vias possíveis para que expliquemos a realidade que nos rodeia. Uma, segundo a qual, há um elemento universal e estático que determina tudo o que existe. A outra, contrariamente, mostra-nos uma realidade em constante transformação. De acordo com o primeiro conceito, a obra literária é vista como expressão dessa unidade universal e absoluta, o que implica que haja em todas as obras, de qualquer tempo ou cultura, algo que poderá ser reconhecido por todos os seres humanos, também de qualquer tempo ou cultura. O segundo conceito, no entanto, defende uma visão em que a obra aparece como única em cada época ou sociedade em que for concebida, não possuindo uma essência universal. Kant e Hegel, dois filósofos alemães do século XVIII, divergiam a esse respeito. O primeiro acreditava na existência de uma verdade universal e inatingível para o homem. O segundo, por outro lado, defendia a idéia de que todas as verdades são humanas e basicamente subjetivas. Enquanto filósofos anteriores tentavam determinar critérios para o que o homem pode saber sobre o mundo, estabelecendo premissas atemporais para o conhecimento humano sobre a realidade, Hegel afirmava não ser possível concebermos essa atemporalidade, pois as bases do conhecimento mudam de geração para geração, tornando-se impossível, portanto, a existência de verdades eternas. Segundo a concepção filosófica hegeliana, a razão não pode ser desvinculada do tempo. Assim, Hegel desenvolveu uma forma histórica de pensar, segundo a qual, uma filosofia ou pensamento não podem ser separados do seu contexto social e histórico. Fora do processo histórico não existem critérios que possam decidir sobre o que é mais ou menos verdadeiro e racional, pois a razão é um processo dinâmico. Dessa forma, pode-se afirmar que a filosofia hegeliana não se volta para o entendimento da natureza mais profunda da existência, mas sim, para um pensamento produtivo, através de um método que visa à compreensão do curso da história. A razão humana é progressiva, ou seja, caminha conforme o progresso da humanidade, acrescentando sempre algo de novo ao que já existe. Um pensamento, geralmente, formula-se a partir de outros anteriores, para ser contradito por outros no futuro. Assim, surgem duas formas opostas de pensar criando uma tensão, que será quebrada com o aparecimento de um terceiro pensamento formulado, sintetizando os pontos positivos dos dois anteriores, dando forma à dialética hegeliana. Se a realidade está impregnada de opostos e contradições, a descrição dessa realidade deve revelar, obrigatoriamente, esses opostos e contradições.  
Publicado em: julho 16, 2007

Comentários sobre A dialética hegeliana

Showing 3 out of 3   Adicione seu comentário.
  1. 0 Avaliações sábado, 21 de julho de 2007
    1

    maria

    Hegel e Kant contemporâneos?

    Este texto não resume o livro.

  2. 0 Avaliações domingo, 22 de julho de 2007
    2

    Alexandre

    Informações corretas

    As informações do texto conferem, pois os dois filósofos viveram no século XVIII. Não me parece que se trate de um resumo de livro, mas da idéia de Hegel sobre dialética e, nesse sentido, trata-se de um ótimo excerto. Texto muito bom!

  3. 1 Avaliações domingo, 29 de julho de 2007
    3

    Fábio Freitas

    Gostei!!!

    Excelente resumo!!! Parabéns!!!

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