No ano de 1437 sentindo nostalgia das glórias de Ceuta D. Henrique, “o Infante” estimulado por seu irmão caçula D. Fernando planejou um audacioso ataque a Tânger, no Marrocos. A operação era considerada “custosa e arriscada”, o povo estava descontente.O rei D. Duarte que era contra a empreitada militar concordou apesar da oposição do outro irmão D. Pedro. As cortes reunidas em Évora em abril de 1436 haviam votado a favor da empresa. A 22 de agosto de 1437 ,
Don Henrique e Don Fernando partiram de Lisboa com os únicos 6 mil soldados que conseguiram. Segundo Rui de Pina tal armada era insuficiente para conquistar a praça do Magreb. Muita gente fugiu de Lisboa para escapar à convocação. 10 de setembro: O exército comandado por Don Henrique tomou Tetuâ. No dia 13 foi rechaçado em Tânger. O infante D. Fernando foi via marítma para Tânger. Os mouros defenderam-se comandados por Sala ben Sala, que era o capitão de Ceuta quando D.João I tomara esta
cidade em 1415. A 10 de outubro: Cercados e famintos na periferia da cidade, aceitaram uma “Paz honrosa”. Os mouros determinara que o exército deveria retornar a Portugal e Ceuta e seus cativos serem devolvidos. Firmar-se-ia a “paz de 100 anos.” Don Henrique aceitou, sem opção e, como garantia do comprimento do trato deixou seu irmão, Don Fernando de 35
anos prisioneiro em Tânger. A coroa desesperou-se mas, ainda assim, juntamente com a Santa Sé decidiram não devolver Ceuta. Por seis anos Don Fernando permaneceria nas sombrias masmorras árabes. Só a morte a 9 de julho de 1443 , em Fez, pos fim ao seu martírio. Adveio a tradição em ver santidade no seu martírio
sendo considerado “O Santo”. Em 1438, morre o rei de desgosto em meio ao um surto de peste. Em 1471 com a tomada de Arzila os habitantes de Tânger compreendendo que o objetivo final era a tomada de sua cidade, abandonaram-na. Foi então ocupada por D. João, filho do Duque de Bragança. Neste mesmo ano, por ordem de D. Afonso V as relíquias de D. Fernando, “O Santo”, só então foram recuperadas e solemente transladadas para o Panteão Régio da Batalha, onde hoje repousam, na Capela dos Fundadores. Camões cantou nos Lusíadas o episódio: Tupi.
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