UMA NOVA ERA: O RENASCIMENTO Renascimento foi um movimento cultural, abrangendo a literatura, a arte, uma nova visão do mundo, o individualismo, etc…e, simultaneamente, um período da História europeia, considerado como um marco na História europeia de mudança.
O Renascimento teve as suas origens na Península Itálica, tendo como principais centros as cidades de Milão, Génova, Veneza, Florença e Roma, de onde se difundiu para todos os países da Europa Ocidental. Porém, o movimento apresentou maior expressão na Itália, dadas as condições favoráveis das cidades italianas, com uma burguesia empreendedora e activa, os vestígios existentes da cultura greco-romana. Não obstante, é importante conhecer as manifestações renascentistas da Inglaterra, Alemanha, Países Baixos, e menos intensamente, de Portugal e Espanha.
Além de abranger a Filosofia, as Artes e as Ciências, o Renascimento fez parte de uma ampla gama de transformações culturais, sociais, económicas, políticas e religiosas que caracterizam a transição do Feudalismo para o Capitalismo comercial, resultante das ligações com as colónias. Nesta época, Portugal estava num período de alargamento do espaço territorial com os Descobrimentos.
Através do
Classicismo, os homens do Renascimento encaravam o
mundo greco-romano como um modelo para a sua sociedade,
buscando aplicar na realidade material quotidiana aquilo que consideravam pertencer ao mundo das ideias. Neste sentido, a arquitectura passou, cada vez mais, a tentar concretizar conceitos clássicos como a Beleza, acreditando que a canonização e o ordenamento estabelecido pelos arquitectos da Antiguidade Clássica constituíam o caminho correcto a ser seguido a fim de alcançar este mundo ideal. Sabendo que os valores clássicos, do ponto de vista do Cristianismo, dominante no período (e lembrando que o Renascimento surge na Itália, região da Europa onde a influência do Vaticano é a mais visível), eram considerados pagãos e objectos de pecado, o Renascimento também se caracterizou pela integração do projecto de mundo cristão com a visão de mundo clássica. A Natureza era vista como a criação máxima de Deus, o elemento mais próximo da perfeição (atingindo, portanto, o ideal de Perfeição procurado pela estética Clássica). Assim, a busca de inspiração nas formas da Natureza, tal qual propõe o Clássicismo, não só se justifica como passa a ser um valor em si mesmo.
Influências do Renascimento na
arte Durante a
idade Média europeia, as pinturas e esculturas tendiam a focalizar a religião, mais especialmente o Cristianismo. A Renascença faz emergir o passado clássico, buscando influências na Grécia e Roma antigas, levando a profundas mudanças tanto nos aspectos técnicos quanto nos motivos e temáticas da pintura e escultura. Os pintores, então, passam a aumentar o realismo de seus trabalhos usando as novas técnicas da
perspectiva (recém-redescoberta e bastante desenvolvida), representando mais autenticamente as três dimensões. A manipulação da luz e sombra, como o contraste de tom evidente nos trabalhos de Ticciano, foi aprimorada com as técnicas do
chiaroscuro e do
sfummato desenvolvidas por Leonardo da Vinci. Os escultores, também, redescobriram muitas técnicas antigas como o contraposto.
Seguindo o espírito humanista do período, a arte tornou-se mais laica nas suas temáticas, buscando motivos na mitologia clássica conjuntamente com temas cristãos. Este estilo de arte costuma ser chamado de
Classicismo renascentista. Os três artistas renascentistas mais influentes são Leonardo da Vinci, Michel Ângelo Buonarroti e Rafael Sânzio, pertencentes à Renascença italiana.
Outra figura igualmente importante mas, menos conhecida do Renascimento, (neste caso, da renascença flamenga) é Jan van Eyck, pintor neerlandês.
A arquitectura do Renascimento está bastante comprometida com uma visão do mundo assente em dois pilares essenciais: o Classicismo e o Humanismo. Além disso, vale lembrar que, ainda que ela surja não totalmente desvinculada dos valores e hábitos medievais, os conceitos que estão por trás desta arquitectura são os de uma efectiva e consciente ruptura com a produção artística da Idade Média (em especial com o estilo gótico).
Sendo a Natureza uma criação perfeita, também o Homem volta a ser visto como ser perfeito: ele tanto se manifesta como o ser que é a semelhança de Deus na Terra, como volta a considerar-se como medida e referência do Universo. É neste
sentido que se vai manifestar de forma bastante importante (e talvez, com importância ainda maior que a do Classicismo) o atributo
humanista do Renascimento. O Humanismo manifestar-se-á como um profundo sentimento comprometido com a valorização da presença do Homem no Universo, na medida em que este indivíduo humano afirma-se perante a Natureza observando-a para entendê-la, procurando alterá-la e buscando aquilo que ele considera como o Conhecimento do mundo (mais do que simplesmente o "
conhecimento" da coisas). Na Idade Média, o conceito fundamental era que Deus era o centro do mundo (Teocentrismo); em contrapartida no Renascimento o Homem é considerado o centro do mundo (Antropocentrismo).
A principal ruptura com o espaço medieval dá-se a partir do momento em que os arquitectos do Renascimento passam a designar nos seus edifícios um ritmo de percurso em que as regras de desenho do espaço são facilmente assimiladas pelos usuários e estes, a partir de uma análise objectiva do espaço, ainda que num certo sentido empírica, têm condições de dominá-lo e impor o seu ritmo. O domínio da linguagem clássica, usada para se chegar a estes efeitos de percurso, só se torna possível quando simulado através do projecto pela perspectiva. Como resultado, tem-se um
espaço perspéctico, integralmente apreendido pelo observador e cujas relações proporcionais se mostram de forma analítica e objectiva.
Escreva seu resumo aqui..
Mais resumos sobre UMA NOVA ERA: O RENASCIMENTO