Desde os primórdios do
cinema, inventores e produtores tentaram unir a imagem com som sincronizado. Embora muitas tivessem
sido as tentativas, nenhuma técnica deu certo até a década de 1920. O que significa que durante cerca de 30 anos os filmes eram praticamente silenciosos sendo acompanhados muitas vezes de música ao vivo, outras vezes de efeitos especiais, narração e diálogos escritos presentes entre cenas. Em 1926, surgiu o sistema de som Vitaphone, introduzido pela Warner Brothers, que consistia na gravação de som sobre um disco. Um ano a seguir a Warner lançou o filme
"The Jazz Singer", um musical, considerado como o filme que causou a transição do mudo ao
falado, pois pela primeira vez na história do
cinema possuía alguns diálogos e cantorias sincronizados aliados a partes totalmente sem som. Já no ano de 1928, com o filme
"The Lights of New York", também da Warner, esse se tornaria o primeiro filme com som totalmente sincronizado. Gradualmente o sistema de som da Vitaphone foi vindo a ser substituído por outros sistemas, mais avançados, como o Movietone da Fox, DeForest Phonofilm e o Photophone da RCA com sistema de som integrado no próprio filme. Pelo final de 1929, Hollywood, havia quase na total integridade de seus filmes feito a transição para o falado, havendo ainda assim uns últimos resistentes. No resto do mundo, por razões económicas, a transição do mudo para o falado foi feito mais lentamente. Ainda no ano de 1929, foram lançados filmes falados como "Blackmail" de Alfred Hitchcockc (o primeiro filme inglês falado),
"Applause" do director Rouben Mamoulian (um musical em preto e branco) e
"Chinatown Nights" de William Wellman.
Foi também no ano de 1929 criado os prémios, Óscares ou Prémios da Academia que servem até os dias actuais como modo de homenagear os melhores do cinema.