Império
Mediante novo
plebiscito, em 1804 Napoleão Bonaparte fez-se coroar
imperador dos franceses como o título de Napoleão I,
substituindo regime de Consolado pelo de Império. Com isto
pôde agraciar seus familiares e agregados com títulos,
honrarias e altos cargos, o que resultou no aparecimento de um novo
grupo aristocrático.
Napoleão I
empregou todas as suas forças no sentido de liquidar o poderio
inglês e estabelecer o império universal. Na verdade,
estes objetivos significavam de um lado a luta de uma nação
capitalista burguesa (a França) contra uma Europa Continental
Absolutista Aristocrática; de outro, a luta entre duas nações
burguesa (França e Inglaterra) pela hegemonia
político-econômica e pela supremacia colonial.
Coligação
conta à França
Com imperador
comandante supremo das forças armadas, Napoleão moveu
uma série de guerras para expandir o domínio da França.
O exército francês foi fortalecido em armas e em
soldados, mediante o recrutamento em massa dos cidadões.
Desde o final do século
XVIII, os países europeus procuravam formar coligações,
a fim de resistir á difusão das idéias
liberais advindas da Revolução Francesa e ao
expansionismo napoleônico.Assim, liderados pela Inglaterra,
Áustria, Prússia e Rússia formaram uma coligação
para lutar contra o império francês.
Em 21 de outubro de
1805, Napoleão tentou invadir a Inglaterra, mas a marinha
francesa foi derrotada pelos ingleses, comandados pelo almirante
Nelson, na Batalha de Trafalgar. Recuperando-se rapidamente
dessa derrota marítima (que afirmou o poderio naval
britânico), Napoleão conseguiu brilhantes vitórias
sobre a Áustria, na Batalha de Austerlitz (dezembro de
1805) e sobre os exércitos prussianos(1806) e russo(1807).
O
bloqueio continental
Em 1806, Napoleão
decretou o Bloqueio Continental à Inglaterra, determinando que
todos os países do continente europeu fechassem seus portos ao
comércio inglês. Assinando com a França a Paz de
Tilsit (7 de julho de 1807), o czar russo Alexandre I também
aderiu ao bloqueio. O objetivo de Napoleão era arruinar
economicamente a Inglaterra.
Portugal, depois de
muita indefinição, não aderiu ao Bloqueio
Continental. As tropas francesas, comandadas pelo General Junot,
invadiram o país, obrigando D. João VI a fugir para o
Brasil. Assim, no continente europeu, somente os povos espanhóis,
apoiados pelos ingleses, após resistência ao domínio
francês, representado pelo José I, irmão de
Napoleão, que acabou sendo proclamado rei da Espanha (junho de
1808).
O ponto fraco do
Imperialismo Francês – a marinha – tornou se evidente após
a derrota naval para Inglaterra em Trafalgar. Napoleão,
pretendendo enfraquecer economicamente os ingleses, decretou em 1806
o Bloqueio Continental. Com essa medida proibia os países
europeus de comerciarem com os ingleses. Isto só foi possível
porque Napoleão dominava grande parte do Leste Europeu, além
de contar com apoio russo.
A princípio o
Bloqueio Continental alcançou o objetivo desejado, pois a Grã
Bretanha teve uma queda em suas exportações. Tal
situação, porém durou pouco.
Na maioria dos países
aliados aos franceses, a base da economia era agricultura. Esse fato
tornava tais nações dependentes da exportação
de matérias-primas para a Inglaterra, em troca das mercadorias
produzias pelas indústrias inglesas. Por isso. O Bloqueio
Continental começou a perder força e adesão.
Ao mesmo tempo, a
paralisação dos portos começou a causar danos à
economia da própria França. A renda do país
diminui, motivando uma oposição crescente da burguesia
ao imperador.
A decadência
do A partir de 1810 a
política de Napoleão começou a ser contestada.
Na França, a população lamentava os milhares de
soldados franceses sacrificados nos campos de batalha. Acrescenta-se
a isso a reação nacionalista dos povos
conquistados.No setor econômico,
o Bloqueio imposto á Inglaterra não surtiu os efeitos
desejados. Grande parte dos países europeus sob a influência
de Napoleão tinha uma economia agrária e sentia
necessidade dos produtos industrializados ingleses. A falta desses
produtos estimulava o contrabando com a Inglaterra e a elevação
dos preços de diversas mercadorias.
Embora tivesse aderido
ao Bloqueio Continental, a Rússia, que era um país
basicamente agrícola, foi obrigada a abandoná-lo em
dezembro de 1810. Enfrentando grave crise econômica, precisava
trocar o excesso de sua produção de cereais por
produtos industriais ingleses.
A resistência
européia a Napoleão
O primeiro grande foco
da revolta contra o imperador Napoleão foi a Espanha. A
população espanhola, que jamais aceitará a
imposição de José Bonaparte com rei, passou a
organizar governos populares locais – as juntas provinciais -, que
armavam tropas para combater os invasores. Apesar de mobilizar os
melhores efetivos militares contra o povo espanhol, Napoleão
sofreu suas primeiras derrotas em face do apoio inglês dado aos
povos ibéricos. Em princípio de 1809, surgiu um
movimento nacionalista de libertação, que obrigou
Bonaparte a abandonar a Espanha para enfrentar a Quinta Coligação
(Inglaterra e Áustria). Apesar dos reveses iniciais, os
franceses saíram vencedores na Batalha de Wagram contra os
austríacos. Com a derrota, a Áustria teve seu
território retalhado e a sua força militar reduzida,
sendo obrigada a selar, através do novo ministro Metternich,
uma aliança com a França.
Governo
dos Cem Dias
Em março de
1815, Napoleão Bonaparte decidiu regressar à França,
prometendo reformas democráticas.
O rei era impopular e
as tropas enviadas para prender Napoleão acabaram unindo se a
ele aos gritos de Viva o Imperador. Chegando a Paris como herói,
Napoleão instalou-se no poder, obrigando a fuga da família
real.
Sua permanência
no poder, entretanto, durou apenas cem dias. Nova coligação
de forças internacionais marchou conta à França,
conseguindo derrotar definitivamente Napoleão, na batalha de
Waterloo, em 18 de junho de 1815.
Preso pelos ingleses,
Napoleão foi exilado na ilha de Santa Helena, no Oceano
Atlântico, onde permaneceu até a morte, em 05 de maio de
1821. Luiz XVIII, ainda em 1815, foi reconduzido ao trono francês.
Mais resumos sobre A Era Napoleônica - Parte II