I - A sociedade feudal consistia de três classes: sacerdotes, guerreiros e trabalhadores. O trabalho era na terra, cultivando o grão ou guardando o rebanho para utilizar a lã no vestuário. As maiorias das terras agrícolas da Europa ocidental e central estavam divididas em áreas conhecidas como feudos.
A organização baseava-se num sistema de deveres e obrigações do princípio ao fim. As obrigações que os servos tinham para com os senhores, e as que os senhores devia ao servo eram todas estabelecidas e praticadas de acordo com o costume.
Os arrendatários tinham que obter o consentimento de seus senhores, e pagar certos impostos, se a transferissem a outrem. Se um arrendatário morria e o herdeiro não completara a idade de entrar em posse da herança, então o senhor tomava conta da terra, até que ele atingisse a maioridade. Em geral, os senhores eclesiásticos (da Igreja) administravam melhor sua propriedades e aproveitavam muito mais sua terras que a nobreza leiga.
II - No início da Idade Média a Igreja tinha seus cofres cheios de ouro e prata, que guardava em suas caixas-fortes ou utilizava para comprar enfeites para os altares. As Cruzadas levaram novo ímpeto ao comércio. Dezenas de milhares de europeus atravessaram o continente por terra e mar arrebatar a Terra Prometida aos muçulmanos. Os cruzados que regressavam do Ocidente traziam com eles o gosto pelas comidas e roupas requintadas.
Os mercados eram pequenos, as feiras, ao contrário, eram imensas, e negociavam mercadorias por atacado, que provinham de todos os pontos do mundo conhecido. Quando se introduziu o dinheiro o intercâmbio de mercadorias se tornou mais fácil e, dessa forma, incentivou o comércio. Depois do século XII, com o crescimento do comércio, a economia natural do feudo auto-suficiente do início da Idade Média se transformou em economia de dinheiro, de um mundo de comércio em expansão.
III - As populações das cidades desejavam a liberdade da terra. No início da era feudal, os sacerdotes e guerreiros, proprietários de terras, se achavam num dos extremos da escala social, vivendo do trabalho dos servos, que se encontravam no outro extremo. Agora, um novo grupo surgia, a classe média, vivendo de uma forma nova, da compra e da venda. Agora, a posse do dinheiro, uma nova fonte de riqueza, trouxera consigo a partilha no governo, para a nascente classe média.
IV - No princípio da Idade Média o empréstimo de dinheiro a juros era proibido pela Igreja. Emprestar a juros, dizia ela, era usura, e a usura era PECADO. O que a Igreja dizia e que fazia, eram duas coisas totalmente diferentes. Os próprios bispos tomavam empréstimos, ou os faziam, a juros, exatamente quando combatiam outros usurários.
V - Enquanto a sociedade feudal permanecia estática, com relação entre senhor e servo fixada pela tradição, foi praticamente impossível ao camponês melhorar sua condição. A maioria dos senhores havia compreendido que era melhor, para seus próprios interesses, dar liberdade ao servo e contratar trabalhadores livres a salários diários, a Igreja ainda se manifestava contra a emancipação. A escassez do trabalho dera aos trabalhadores agrícolas uma posição forte, despertando neles um sentimento de poder.
VI - Anteriormente, a indústria se fazia em casa, e o propósito da produção era simplesmente o de satisfazer as necessidades domésticas. O progresso das cidades e o uso do dinheiro deram aos artesãos uma oportunidade de abandonar a agricultura e viver de seu ofício. Tornar-se aprendiz era um passo sério. Representava um acordo entre a criança e seus pais e o mestre artesão.
A unidade industrial típica da Idade Média era essa pequena oficina, tendo um mestre como empregador em pequena escala, trabalhando lado a lado com seus ajudantes.
As corporações lutavam para manter o monopólio dos respectivos artesanatos, e não permitiam aos estrangeiros que se imiscuíssem em seu mercado. No início do período medieval, o mercado era local. Na luta para libertar acidade de seus senhores feudais, todos os cidadãos, ricos e pobres, mercadores, mestres e trabalhadores, haviam unido forças. Mas os frutos da vitória foram para as classes superiores.
Em alguns lugares os pobres venceram, e por breves anos dominaram algumas cidades, introduzindo reformas necessárias, antes de serem derrubados. Em outros, embora, a vitória fosse deles, as lutas internas provocaram sua queda imediata.
VII – As universidades dessa época eram internacionais, alunos da Europa Ocidental todos se entendiam, pois falavam a mesma língua: o latim. Na Idade Média, a autoridade do rei existia teoricamente, mas de fato fraca, pois os grandes barões feudais eram praticamente independentes. Em certas regiões, a constante guerra entre si, estava realizando o extermínio mútuo.
O século XV e XVI marca o período que os comerciantes ingleses começaram a levantar a cabeça, pois o grupo denominado Mercadores Aventureiros, associação particularmente ativa, desejava arrancar das mãos dos estrangeiros esse comércio proveitoso.
Embora existisse um poder supernacional, dividindo a fidelidade dos súditos do rei, esse não estava sozinho na resistência à Igreja, onde os demais fidalgos, barões eram contra o poderio que a Igreja queria exercer sobre todos. Antes da Reforma Luterana houve reformadores religiosos, que ao contrário de Lutero, Calvino e Knox, cometeram o erro de tentar reformar mais do que a religião. Uma das razões, portanto do êxito de Lutero não foi cometer o engano de tentar derrubar privilégios. A razão importante para o advento da Reforma momento estava no fato de que Lutero, Calvino e Knos teriam apelado ao espírito nacionalista de seus adeptos.
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