CAPÍTULO XIII – Os metais preciosos da América
Até
1550-60, obtinha-se ouro através de pilhagem, de trocas e por coleta em areias auríferas. Este último mecanismo começa a exigir maior número de mão-de-obra, e seu deslocamento - desarticulando o trabalho agrícola e a organização social como um todo.
O fato de não respeitar a necessidade de subsistência e de reprodução da mão-de-obra lhe confere um caráter destrutivo. A mão-de-obra nesse esquema é uma força gratuita, não entra nos custos da produção de metais.
Na fase das minas, a exigência de grandes retornos para os investimentos era maior: gastos com tecnologia de produção, com a mão-de-obra numerosa e mais especializada, e com os pagamentos de empréstimos tomados a comerciantes ou investidores metropolitanos.
O retorno, pode-se dizer, foi proporcional aos gastos. No entanto, as chegadas de metal americano na Europa, foram tamanhas que contribuíram para a diminuição de seu valor real. Essas modificações das condições americanas da produção de metais, se por um lado contribuíram para forjar um sistema econômico americano, por outro, a abundancia que proporciona leva a uma decadência progressiva de valor, gerando um estado de opulência e dependência.