Quando, em Novembro de 1918, os generais obrigaram o imperador Guilherme II a abdicar, foi proclamada na Alemanha a República de Weimar. Foi já o governo republicano que assinou a paz. O Tratado de Versalhes era, porém, para a generalidade dos Alemães uma autêntica vergonha, o que favoreceu o engrossamento dos que se opunham ao “Diktat”.
Nesse clima de descontentamento surgiu na cena política o Partido Nacional Socialista (ou Nazi), chefiado por Hitler, austríaco de nascimento, que em 1923 foi preso após uma tentativa falhada de golpe de Estado. Na prisão escreveu a obra em que expõe a ideologia nazi e o seu programa político: Mein Kampf (A Minha Luta).
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Crise de 1929 veio afectar particularmente a Alemanha, muito dependente do comércio e dos capitais americanos. A produção industrial afunda-se, e em 1932 o número de desempregados era já de 6 milhões.
A situação de crise favoreceu o crescimento do Partido Nazi: em 1928 tinha 60000 aderentes, em 1932 tinha quase um milhão. Nas eleições presidenciais de 1932 Hitler obtém 13.4 milhões de votos, contra 19,3 de Hindenburg. No ano seguinte o presidente da República nomeia-o para formar governo, e em 1934, com a morte de Hindenburg, Hitler acumula os cargos de Chanceler e Presidente da República, por meio dum plebiscito em que obteve 88 % de votos afirmativos. O Führer (Chefe), em poucos meses, iria estabelecer na Alemanha uma ditadura total. Na qual dissolve o Parlamento e o regime federal, é proclama o III Reich, símbolo da unidade e da grandeza da Alemanha (o nacionalismo); proíbe os partidos da oposição e os sindicatos; controla todos os órgãos de comunicação social, monta uma poderosa “máquina” de propaganda do Führer e do regime, o
nazismo assume uma feição perfeita de totalitarismo; proclama a superioridade da raça alemã (ariana), suscitando o ódio para com os Judeus, o desprezo pelos Eslavos e o desdém pelos Latinos, o nazismo é profundamente racista e antimarxista; Reorganiza e aumenta o exército, enquadrada a juventude em organizações militares (os “camisas negras”), o nazismo é militarista; proclama a necessidade do “espaço vital” e da expansão da Alemanha, o regime do Führer é imperialista.
As arbitrariedades da polícia política, Gestapo, com as suas temíveis S.A e S.S. e o terror dos campos de concentração (onde seriam mortos milhões de judeus) constituem porventura os mais característicos símbolos do nazismo.
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