O livro começa explicando o como e o porquê foi escrito, foi um relato baseado em documentos oficiais do Governo Norte Americano, onde era relatadas as palavras dos próprios
índios. Mesmo os relatos sobre fatos acontecidos longe das reuniões, estes foram reconstituídos através de realtos constantes nos documentos oficiais. A proposição do autor, Dee Brown, fica clara: mostrar o que
aconteceu sob o
ponto de vista dos índios, algo que é escondido pela
História oficial.
O relato relaciona datas, povos indígenas,
acordos e ações, tanto por parte dos índios quanto por parte do governo e acaba sendo uma visão da sistemática destruição do índio norte-americano. Acordos de paz sempre e inevitávelmente sendo quebrado pelo homem
branco a ponto de chefes de boa vontade perderem muito de sua liderança somente por acreditarem em mais uma promessa do homem branco, que por fim é quebrada. Figuras como Touro Sentado, Gerônimo e outras lendas da história indígena aparecem no livro, mas com sua real face, não deturpada por historiadores brancos. O que aconteceu em espaços como Little Big Horn e Black Hills também é colocado em evidência.
Nesse ponto entra a discussão sobre a questão de parcialidade da História. O que é a História? É o relato do vencedor? Do mais forte? Do sobrevivente? A História oficial é distinta do que pode ser visto nos documento e qui reconstituída com maestria por Dee Brown. Após a leitura do livro é desfeita a imagem demonizada de um índio carniceiro pra dar lugar ao um povo puro e ligado à natureza, com uma consciência ecológica naturalmente desenvolvida na observação e busca pela sobrevivência, um povo massacrado pela ambição, pela matança e pelos engodos de um povo dominador e ávido por extrair mais do que a terra é capaz de dar.
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