Conhecida por todos, esta poderosa organização guarda o segredo de sua influência secular sob o silêncio de seus membros.
Quando falamos de sociedades secretas, a maçonaria é citada com freqüência como organização mais emblemática dessa categoria. Desde a sua criação, no século XVIII, é acusada de tudo o que se pode imaginar: de ser criptocatólica e criptoprotestante, anticatólica e antiprotestante, judia e anti-semita, demoníaca e teísta, comunista e capitalista, sectária e libertária, secreta e falsamente transparente... A sua existência formalmente sempre foi
conhecida e reconhecida. Ao mesmo tempo suas lojas imediatamente reivindicaram o direito de se constituir de forma livre e autônoma, o que gerou perseguições e transtornos com a polícia. Os locais de reuniões fossem perfeitamente conhecidos pelas forças da ordem, a alegação principal para tal repressão era justamente que os maçons se reuniam em segredo. Na realidade, o juramento de nada revelar do que é dito nesses encontros é o que inquieta e assusta. Em contrapartida, dois tipos de segredo continuam bem preservados. Em primeiro lugar, o das reuniões ou obrigações. Em segundo, o da filiação. Assim, vemos os maçons “brincando” de se esconder, de calar sobre sua filiação, de manter “pequenos segredo” que já não são segredos para ninguém.