Um dos maiores símbolos da pacata Vila da Golegã, a Casa Museu Carlos Relvas, possui uma arquitectura sem igual.
Construída
em 1875, começou a ser recuperada em 1996.
Carlos Relvas, o ilustre e multifacetado lavrador da terra, pioneiro de
fotografia, ao construir esta casa, pensou todo o deu espaço como um laboratório fotográfico, tornando-a num exemplar único em todo o mundo.
A fotografia era uma das suas actividades preferidas, sendo um repórter fotográfico de primeira categoria, inventor de sucesso, músico, lavrador, cavaleiro tauromáquico e mestre de equitação.
Na sua casa-estúdio, junto à casa de seu pai, onde se encontra hoje a Câmara Municipal e o Tribunal da Golegã, muitas pessoas ilustres ou não, entraram para tirar fotografias.
Com tectos e paredes envidraçadas, o piso superior da casa-estúdio, foi um verdadeiro estúdio fotográfico, onde a luz era gerida com a ajuda de roldanas que levantavam e baixavam as cortinas.
Envolvida num jardim com espécies raras de palmeiras, oriundas do Japão e da China, esta casa, cuja arquitectura é marcada pelos revivalismos comuns do século XIX, custou uma verdadeira fortuna para a época – 880 mil escudos.
A sua construção original, a nível de arquitectura europeia, utilizou mais de 30 mil quilos de ferro, sendo uma autêntica relíquia. Entre outras marcas de requinte, o chão interior é revestido a mosaicos importados de França e a escada circular de madeira que liga o rés - do – chão ao andar de cima, veio de Itália. Todo o edifício tem pormenores que revelam a vontade de Relvas em elevar a fotografia ao estatuto de arte.
No seu todo, a Casa-Museu Carlos Relvas, transformou-se numa grande homenagem à fotografia, bem como ao seu criador, cujo talento foi reconhecido além fronteiras.
Carlos Relvas (1838 – 1894), foi condecorado com a Legião de Honra por parte do governo francês, após
inventar um barco salva – vidas e inovador. Inventou a sela e o selim à Relvas, a máquina fotográfica com várias lentes acopladas, ganhando a Medalha do Progresso em Viena de Áustria.