Em maio de 1917, três crianças analfabetas de Fátima, Portugal,
viram a
Virgem Maria pela primeira vez. A
Virgem tornou a
aparecer mais cinco vezes até outubro daquele ano. As crianças Francisco e Jacinta apenas
viram, mas Lúcia de Jesus Santos, de 10 anos, recebeu uma
mensagem especial.
Esta
mensagem previa o fim da 1ª Guerra Mundial (1914-1918), o começo da 2ª (1939-1945) e o mais importante: o flagelo que seria imposto ao mundo pela Rússia (
“os erros dela se espalhariam pelo mundo inteiro, causando guerras e perseguições") e sua futura conversão. As orientações daquela
Senhora induziram o papa a
consagrar seu Imaculado Coração e a
consagrar a Rússia.
Quando criança, Hitler recebeu
“lições de canto no coro paroquial de Lambach” e, tornar-se sacerdote, era então sua
“aspiração mais elevada”. (Minha Luta, Pág. 16, edição de 1983) Hitler também iria conhecer o padre Adolf Joseph Lanz, um ardoroso defensor da raça ariana.
Com o padre Lanz, aprendeu que o ariano possui
“a mais elevada semelhança de Deus”,
“a maravilha do Criador”. (Minha Luta, Pág. 241, edição de 1983)Hitleracreditava que
“a missão da conservação e do progresso de uma raça superior escolhida por Deus é que deve ser vista como a mais elevada”. (Minha Luta, Pág. 250, edição de 1983) Por isso o casamento entre raças deveria ser evitado, pois é
“uma instituição destinada a reproduzir a imagem de Deus e não criaturas monstruosas, meio homens meio macacos”. (Minha Luta, Pág. 252, edição de 1983)
Diante do prestígio do Partido Nazista nas urnas, em 30 de janeiro de 1933, o então presidente Paul L. H. A. B. von Hindenburg ofereceu a Hitler o cargo de Chanceler.
“Com um discurso moderado, Hitler proclamou sua obediência aos princípios tradicionais. A missão do governo, disse, seria ‘restabelecer a unidade de espírito e de vontade do povo alemão’. Como? Protegendo a família, célula constitutiva do povo e do organismo estatal; mantendo o cristianismo...” (OESP, Pág. A2, 27 de maio de 1995) Mas em seu livro obra
Mein Kampf (
Minha luta – 1924), Hitler já havia classificado o cristianismo como
“o primeiro terror espiritual”.(Minha Luta, Pág. 282, edição de 1983)
Neste período, o núncio papal em Berlim era Eugênio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli, que seria o futuro Papa Pio XII. Ele ajudou Hitler a chegar ao poder, forçando o Partido Católico a votar nele. Eugênio Pacelli patrocinou uma política que apoiava ao fascismo na Itália e ao
nazismo na Alemanha. Isto com o objetivo de cumprir a
profecia da
Senhora de Fátima, em relação à Rússia, pois o fascismo e o nazismo esmagariam o comunismo.
Alguns anos antes, em 1927, iniciou-se na Turíngia o movimento dos Cristãos Alemães (Deutsche Cristen). O objetivo deste movimento protestante era contextualizar a igreja e popularizar o cristianismo na Alemanha. Mas logo a Igreja Evangélica Alemã aliou-se ao nazismo, e passou a apoiar Hitler quando este subiu ao poder em 1933.
Após subir ao poder, em abril de 1933 Hitler criou uma polícia especial chamada de
GESTAPO (
Geheime Staatspolizei). Três anos depois a Gestapo conseguiria plenas liberdades para
interrogatórios especiais aos quais deveriam submeter-se poloneses, comunistas, russos, marxistas, terroristas, agentes de ligação, sabotadores, marginais, trabalhadores insubordinados, vagabundos e estudiosos da Bíblia.
Foi justamente a GESTAPO o orgão utilizado para por em prática a
solução final que culminou com a morte de 6.271.600 judeus, 500 mil ciganos e 635 Testemunhas de Jeová. Muitas destas Testemunhas traiçoeiramente denunciadas pelos líderes das Testemunhas de Jeová na Alemanha Erich Frost e Fritz Winkler. (Revista Der Spiegel, Pág. 38-39, 19 de Julho de 1961; Anuário das Testemunhas de Jeová, Pág. 214, edição de 1975)
Mais resumos sobre Nazismo - O Nazismo e a Igreja Cristã (1ª parte)