A cozinha no Brasil II – História, verso, prosa e receita O Brasil começou sua história oficial com comida, foi por esta razão que vieram bater em nossa costa, estavam a procura de condimentos para realçar o sabor de suas comidas. “Mamãe não avisou se vinha. Se ela vier, mando matar uma galinha.” (Manuel Bandeira). Mostraram-lhes uma galinha (aos nativos), não lhes quiseram por as mãos, Pero Vaz e Caminha, em uma carta ao Rei D. Manuel, dando notícias do Brasil. O primeiro negro pisou no Brasil com a armada de Martim Afonso. Negros e mulatos vindos da Guiné e do Cabo Verde, chegaram em 1549 com o governador Thomé de Souza, que comia mal e era preconceituoso. No fim do século XVII a população era de mais ou menos 100 mil brancos, 175 mil escravos negros e 725 mil indígenas, sendo
pelo menos 20 mil escravizados. O forte da cozinha: milho, feijão e
mandioca. A população dobrou em meados do século XVIII, já havia então criação de gado que ia muito bem e espalhou-se pelo país, chegando a Pelotas no Rio Grande do Sul, deu-se início as primeiras charqueadas. Começa época do café e do cacau, trigo, vinhas e oliveiras. O país assimilou temperos e aromas e misturou com os ingredientes característicos de cada canto do país. O alimento brasileiro de origem: a mandioca, ela já existia a 5000 AC, era a base da alimentação indígena e continua até hoje acompanhando o arroz com feijão, o churrasco, o peixe e é até servida em restaurantes finos. Os portugueses também se adaptaram, o cuzcuz que aprenderam com os mouros foi adaptado a farinha de mandioca. Temos pampas, cerrado, praia, florestas e serras e a diversidade de paisagens e etnias se repete também na cozinha. Na Bahia, podemos passear pelas comidas de Santo e pelo trivial, azeite de dendê, peixes e....farinha de mandioca. Nas Minas Gerais, pelo feijão, pela couve, pelo torresmo e pelo tutu..(de novo a farinha de mandioca?). São Paulo com seu virado...Nordeste, carne de sol, peixe de coco, pitus e lagostas além dos sururus. E pelo barreado e a cuca do sul. Em Goiás e Mato Grosso,
um pirão cuiabano (farinha de mandioca?) um peixe com banana ou a moda do Araguaia. E o tucupi e o tacacá do Norte, não esquecer o pirão de caranguejo (farinha?) No Maranhão, vamos de arroz de cuxá. Assunto infindável...então - Que prazer um corpo pede, Após comido um tal feijão? - Evidente uma rede, E um gato para passar a mão... (Vinicius de Moraes).
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