Ao transplantar o cenário clássico da casa assombrada para o espaço, Ridley Scott produziu uma obra verdadeiramente original
de ficção cientifica em
Alien – O 8º Passageiro – que, apesar do passar dos anos e de múltiplas imitações de qualidade inferior, continua a ser refrescante mesmo após várias visionações. A obsessão legendária de Scott com o detalhe assegura-nos uma concepção rigorosa do cenário enquanto que o desenho de produção Gótico e a banda sonora inquietante produzem um sentimento de desassossego desde o inicio: tudo na nave espacial Nostromo, desde a loiça da cozinha até às caixas de ferramentas,
parecem-nos familiares mas no entanto desconcertantes … bom, alienígenas.
Não acontece nada de muito assustador durante os primeiros 30 minutos, o que, de certa forma, é o segredo do sucesso do filme: a plateia esteve nervosamente a espreitar em cada canto durante tanto tempo que, quando a besta reclama a sua primeira vítima, a libertação da ansiedade acaba por ser mais eficaz.
Embora Sigourney Weaver acabe por ser o centro das atenções, o elenco é uniformemente excelente. Os efeitos visuais notoriamente de baixa tecnologia ainda nos parecem excelentes e a qualidade da criatura biomecânica de pesadelo de Geiger e do cenário são de tal modo acentuados pelo trabalho das câmaras que nos intriga pelo que não revela.