a. O particular e o geral As situações apresentadas nas peças têm um carácter suficientemente geral
para que o maior número de alunos possível se possa identificar com elas. São, contudo, situações precisas quanto baste para poder escapar aos lugares comuns habituais e para que se possa estudar em concreto as realidades mais problemáticas.
b. A procura de uma qualidade teatral adaptada Não
procuramos fazer uma demonstração teatral, antes colocar em prática a estética que nos pareça a mais adequada para dinamizar o público: começamos por criar um efeito ou jogo inicial que mostra a realidade enquanto algo passível de transformação e nunca estático ou imutável, facto que permite aos jovens ter a experiência sensível de um papel e de uma palavra teatralizada.
c. A procura do lúdico
Não esqueçamos que o princípio chave do debate teatral assenta numa dinâmica de divertimento que deve estar acima de tudo, apesar de em constante dialéctica com uma procura paralela do sério, procura esta que caracteriza os trâmites da prevenção.
d. Vivacidade, leveza e precisão do jogo ou divertimento presente no debate teatral
Estas são as três qualidades que procuramos prioritariamente, sobretudo quando nos dirigimos a um público jovem que é obrigado, não só a rever-se nas temáticas apresentadas, mas também, e antes de tudo, na maneira de as tratar.
Tentamos sempre evitar todo o tipo de demagogia e concentramo-nos na precisão do jogo, o qual deve ser sempre um exemplo de rigor aos olhos do público.
e. A emoção e a distância Recusamos todo o tipo de vulgaridade; a realidade já é de si suficientemente difícil de transpor para cena: tentamos aliar emoção e beleza, criando uma distância favorável ao processo de reflexão. Os dispositivos cénicos, ainda que ligeiros, constituem uma grande ajuda na anterior tarefa, uma vez que conseguem fazer esquecer um ambiente que se apresenta à priori pouco favorável, ajudando simultaneamente à transposição do dito processo de reflexão.