Haverá maior solidão do que a ausência de si? Questiona a atriz Clarice Niskier na peça A
Alma Imoral, adaptação do livro do rabino Nilton Bonder. O monólogo estruturado em um constante embate entre traição e tradição, demonstra o quanto é preciso ter a liberdade de transitar de um pólo a outro para, enfim, manter-se em equilíbrio. Com exemplos históricos, íntimos, reais e fantasioso, belos, sóbrios e também graciosos, a atriz apresenta o grande conflito humano cinscunscrito à metáfora do corpo e da alma. Onde um é sempre moral e a outra imoral, ainda que tenham trocado seus papéis ao longo da história humana. É preciso trair a tradição para que haja evolução, resume; assim como é preciso defendê-la para que o grupo humano se indentifique como tal. Traição e tradição andam juntas, interligadas, assim como corpo e alma. A solução, ainda que difícil e talvez sequer possível, é encontrar no âmago de si, no fundo mais recôndido as raras respostas que são tão únicas que jamais podem representar corroboração ou traição ao que existe. A autenticidade é o encontro consigo, livre de comparações, é onde a alma pode ser plenamente. Ora moral, ora imoral, mas sempre comprometida com a integridade do ser humano, com sua subjetividade
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