A Igreja Anglicana teve sua origem na Inglaterra, em 1530.
O
Rei Henrique VIII (1509-1547), vendo que o papa vacilava
em atender seu pedido de divórcio com Catarina de Aragão, para poder contrair novas núpcias com Ana Bolena, desligou-se de Roma.
Em 1534, o parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, declarando doravante o rei como Chefe da Igreja na Inglaterra.
As propriedades eclesiásticas foram nacionalizadas e os laços com Roma cortados, mas no mais continuou “católica” doutrinariamente. Já o seu sucessor, o Rei Eduardo VI, conduziu a igreja mais para o lado calvinista.
Já a Rainha Isabel I (1558-1603) procurou integrar na igreja todos os segmentos da sociedade (católicos, luteranos e calvinistas) e preferiu uma “terceira via”, daí Igreja Anglicana (dos anglos, primitivos colonizadores da Inglaterra).
O primaz da Igreja Anglicana é o
arcebispo de Canterbury. Aceitam a ordenação de mulheres na Igreja. Nos Estados Unidos, após a independência (1776), a igreja Anglicana passou a denominar-se de Igreja Episcopal Protestante.
No Brasil, os primeiros cultos anglicanos datam de 1810, no Rio de Janeiro.