A
ESCULTURA A escultura
grega foi evoluindo ao longo dos séculos, destacando-se nesta evolução três períodos:
arcaico;
clássico
helenístico.
As esculturas gregas anteriores ao ano 700 a.C. eram de pequenas dimensões, de metal ou de marfim, excepto no caso das imagens de madeira (xoano). Durante o século VI A.C. , ao mesmo tempo que se edificam os templos nos seus modelos definitivos, apareceu a grande escultura de mármore ou de bronze, em parte como necessidade para a decoração exterior dos templos. Os temas escolhidos nas obras dos escultores eram fundamentalmente o homem, mas o homem ideal, representando os heróis, os deuses e os atletas.
É na escultura arcaica que mais influências encontramos da
arte egípcia, como a ausência de movimento ou convencionalismo das formas. Foram introduzidos desenhos de grifos e esfinges de nítida influência oriental, sendo o Egipto e a Síria as principais fontes de inspiração.
Mas a maior parte das esculturas arcaicas corresponde a dois tipos genéricos: o atleta nu (koûros) e a rapariga vestida (korê). O atleta aparece sempre de pé, erguido, avançando a perna esquerda, com um carácter muito acentuado de frontalidade, sorridente, com o “sorriso arcaico”.
· tipo da Korê é basicamente ático. Estas raparigas vestidas com o peplo dórico e, a partir de 550 a.C., com o chitón e o himátion jónicos, tratadas frontalmente, com o braço esquerdo estendido e com o sorriso
arcaico próprio, constituem um dos conjuntos mais sugestivos da arte grega de acordo com a sensibilidade actual.
· Transparecem nas estátuas os sentimentos de dor, alegria e ódio, desenvolvendo-se assim o retrato.
· A perfeição, o rigor do pormenor e a serenidade, caracterizam a escultura do período clássico. E mais uma vez, a religião e a vida está presente, constituindo modelos de inspiração dos escultores.
A
CERÂMICA Na Grécia, a cerâmica atingiu grande perfeição, tornando-se uma manifestação artística original. A melhor cerâmica era fabricada em Atenas.
Devido à intensa actividade dos gregos, chegaram até aos nossos dias imensos
vasos em várias regiões das costas do Mediterrâneo. Estes vasos de cerâmica são bastante importantes pois através deles podemos reconstituir a vida e os costumes dos gregos, assim como a evolução da cerâmica e a visualização das cenas da mitologia grega aí representadas.
Eram peças com fins utilitários e, por isso, com uma grande variedade de formas, apresentando, naturalmente, valor, perfeição e beleza variáveis.
A decoração dos vasos gregos alterou-se ao longo do tempo tendo sofrido uma evolução. Começou por apresentar elementos decorativos geométricos após o que se seguiu um período em que predominavam outros motivos tais como figuras humanas, animais e ornamentos vegetais, variando de acordo com as regiões: pela beleza destaca-se o estilo Ático. Neste podemos considerar duas variantes: vasos com figuras negras pintadas em silhueta sobre o fundo
vermelho do barro e vasos com figuras vermelhas, cobrindo-se de negro toda a superfície e deixando-se o espaço destinado às figuras que, deste modo, ficavam a vermelho.
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