A
PINTURA EGÍPCIA
A
arte egípcia origina-se na maior parte da hipertrofia do culto aos mortos, pois é ela que determina os tipos construtivos fundamentais, a temática escultórica ou pictórica.
A tendência ao realismo, necessário para assegurar a identidade entre a imagem e a coisa representada, única forma de fazer que aquela assuma as propriedades desta, em decorrência de suas crenças religiosas dominadas pela idéia de outro mundo e de
uma concepção dual da pessoa. O caráter conservador e hierarquizado e compartimentado do tipo de sociedade em que viviam determinou também a codificação da arte, a repulsa a qualquer novidade, e o culto ao convencional.
A pintura tem seu grande campo de ação nas decorações dos
monumentos funerários, onde grandes telas murais descrevem as ocupações e o ambiente vital do defunto.
Arte de códigos rígidos representava o personagem de perfil, conforme a lei da frontalidade, com cenas perfeitamente estruturadas mas desconhecendo as leis da
perspectiva.
O material usado nessas pinturas, aplicadas sobre uma camada de gesso, era feita à cola com pigmentos minerais, sem matizações.
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