Antônio Francisco Lisboa, mais tarde conhecido como Aleijadinho, nasceu do Arraial de Bom Sucesso, na antiga Vila Rica, Minas Gerais, em 1730 ou 1738, não se sabe ao certo. Muitas histórias que contam a seu respeito não foram comprovadas, a começar pela data de seu nascimento.
Era filho do famoso arquiteto português Manuel Francisco Lisboa e de sua escrava africana Isabel. O Aleijadinho herdou do pai o gosto pela arte e foi influenciado pela origem africana de sua mãe. Observe como esse cruzamento de raças fez com que surgisse um grande e sensível artista.
Antonio Francisco Lisboa passou a infância ao lado do pai, que o tratava com carinho e se preocupava com sua educação. O Aleijadinho aprendeu a ler e escrever, conhecia bem o latim e sempre queria descobrir coisas novas. Teve a sua disposição os livros do poeta Cláudio Manuel da Costa. Lia os textos sagrados e se encantava com as gravuras e ilustrações.
Seu pai, por estar sempre ocupado, começou a lhe passar pequenas tarefas. Aos 13 anos, Antônio Francisco Lisboa fez seu primeiro projeto, o desenho de um chafariz para o pátio do Palácio do Governador. Logo executou sua primeira obra: também um chafariz, que já apresentava encanto e delicadeza na simplicidade de sua composição.
Por ser mulato, aleijadinho não podia freqüentar as igrejas destinadas ao branco. Mas como era um mestre consagrado e dominava a técnica do entalhe, todas as irmandades queriam que ele projetasse e decorasse suas igrejas. Em vez de mármore europeu, o Aleijadinho usava em suas esculturas matéria-prima brasileira: a pedra-sabão da região de Minas Gerais.
Francisco Lisboa morreu pobre, em novembro de 1914, mas até hoje suas obras estão vivas, testemunhando o passado, fazendo o presente e acolhendo o futuro.