Procurar
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Criar uma conta no Shvoong começando do zero

Já é um Membro? Entrar!
×

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

ou

Não é um membro? Registrar-se!
×

Registrar-se

Use sua conta no Facebook para registrar-se mais rápido

ou

Entrar

Entrar usando sua conta no Facebook

Shvoong Home>Artes & Humanidades>Artes>Resumo de Shigeru BAN – A ARQUITECTURA EM TUBOS DE PAPEL

Shigeru BAN – A ARQUITECTURA EM TUBOS DE PAPEL

Resumo do Artigo   por:SegueOqueSentes    
ª
 
A utilização do papel numa obra surgiu num trabalho enquanto assistente de Arata Isozaki, em 1985, numa exposição de design de Emilio Ambasz na Galeria Axis.
Como era algo temporário tal como a chegada e partida de navios Ban decidiu utilizar um material que fosse ecológico e que fosse também temporário mas renovável.
Esta dualidade de funções é um elemento claro e sempre presente no trabalho de Shigeru Ban. Além desta ideia de rapidez de construções temporárias que Ban apreendeu de Ambasz, encontrou também na exposição um novo material: os tubos de papel.
Os tubos de papel iriam mais tarde ser usados na exposição de Alvar Aalto, como divisórias e aplicados na cobertura para efeitos de decoração.Com o orçamento atribuído para este projecto, não era possível um esbanjamento de quantias em materiais nobres, além de que o arquitecto não gostou da ideia de utilizar tais materiais em algo temporário.Com o sucesso da instalação deste novo material na exposição, Shigeru Ban ficou encorajado a considerar os tubos de cartão como um material estrutural, que lhe permitisse ir além daquilo que havia experimentado até então, ou seja, utilizar os tubos no exterior. Para tal recorreu a estudos laboratoriais, nos quais concluiu que os tubos de papel resistem muito bem a esforços de compressão e de flexão.
Mais tarde, o arquitecto construiu a sua própria casa de campo, que foi envolvida em panos de vidro móveis para protecção contra agressões do meio ambiente, no aterro Lake Yamanaka, no Japão.
O primeiro projecto realizado pelo arquitecto utilizando os tubos de papel como técnica construtiva foi o Paper Arbour em 1989. Este projecto era constituído por 48 dos tubos de cartão reciclado, tratados com parafina de modo a evitar degradações por parte da humidade, que foram presos numa base de betão através de colagem e, juntos no topo através de um anel de madeira.
Esta estrutura esteve montada durante 6 meses, sujeita a agressões do meio ambiente, e quando foi desmontada percebeu-se que o endurecimento da cola e a exposição aos raios ultra-violetas, foram um factor essencial no aumento da resistência do cartão reciclado á compressão.Para a comemoração do 50º aniversário da cidade de Odawara, foi encomendado a Shigeru Ban a construção de um pavilhão destinado a diversos usos e de duração temporária, ao qual o arquitecto deu como resposta um edifício com cerca de 1.300 m² e, construído com 300 tubos de papel.À medida que o arquitecto foi conhecendo melhor o novo material com que estava a trabalhar, a sua criatividade foi aumentando.
A ‘Paper House’ é um exemplo onde o Shigeru Ban amplica o uso dos tubos de papel dando-lhes uso na arquitectura. Foi concebida para esta casa uma configuração em formato de “S” realizada com 110 tubos de papelão que definem o seu interior e o exterior.Este sistema construtivo foi também utilizado na construção de abrigos de emergência no Japão, na Turquia e na Índia, sendo que os primeiros abrigos foram construidos para vitimas do terramoto em Kobe.
Shigeru Ban passou a utilizar os arcos aliados à utilização dos tubos de papel, ousando mais em cada projecto, desafiando-se a si mesmo e à sua criatividade.
A estrutura mais complexa construída em tubos de papel foi o Pavilhão Japonês na feira Internacional de Hannover (Alemanha) no ano 2000, em que o arquitecto contou com a colaboração do arquitecto Frei Otto e com os engenheiros Buro Happold.
É uma estrutura temporára de 3100m2 que forma um espaço imponente e generoso e a sua estrutura foi constituida por uma casca de formato irregular e orgânico, feita a partir de uma trama de tubos de papel. Contudo, devido às leis de construção na Alemanha, o tecto teve de ser reforçado com uma infra-estrutura.
O objectivo desta feira era o desenvolvimento sustentável, de maneira que o sistema construtivo e os materiais foram especificados para, depois da exposição, haver o minimo de desperdício, reciclando ou re-utilizando a maior quantidade possível de material após a desmontagem do pavilhão.
Os sistemas construtivos utilizados por Shigeru Ban aplicados nos tubos de papel, são basicamente os mesmos utilizados com os materiais convencionais, sou seja, como a alvenaria estrutural, sistemas em madeira e sistemas tubulares de aço.Os tubos de papel são um material muito benéfico quando comparado aos tradicionais, pois permite um fácil transporte, dispensa a execução de acabamento, permite a criação de uma construção muito leve, dispensando as fundações especiais, limpa e que não exige mão de obra especializada. Por outro lado só é possivel ser utilizado quando a cobertura é leve.
Em 2004, o atelier temporário de Shigeru Ban foi construido seguindo o mesmo sistema. O Atelier Temporário de Papel é uma evocação da natureza ao seu trabalho: as modestas dimensões do atelier e os materiais empregues, tipicamente derivados do papel, têem o favoritismo do arquitecto.
Situado na cobertura do Centro Pompidou de Paris, o espaço de trabalho de 115m² tem uma cobertura constituida por uma membrana PTFE de dióxido de titânio, um membrana PTE normal e uma membrana em PVC, e a sua forma tubular sobressai através do revestimento metálico do edifício Piano & Rogers.
Publicado em: 14 junho, 2011   
Por favor, avalie : 1 2 3 4 5
Traduzir Enviar Link Imprimir
X

.