No declínio do período medieval e o início do Renascimento, houve a
restauração da antiguidade clássica, porém não como os antigos concebiam o “belo em si mesmo”, mas sob os ausícios dos ventos modernos que trouxeram a autoria. A nova tendência catalisou o aparecimento das primeiras obras assinadas, em que
a figura do artista podia se sobrepor à importância da obra. O
mundo teve uma nova realidade em que o artista, rechaçando as convenções consensuais de beleza, privatizou a sua
relação com a criação artística. Doravante ele iria expressar a sua visão
pessoal do mundo, mesmo que conflitantes com os valores
estéticos até então admitidos. A desvinculação da arte conceito do
belo em si mesmo por um lado desencadeou o aparecimento de obras
geniais revolucionárias e por outro provocou afastou o público dos ateliers e galerias.
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