FAUVISMO: Movimento artístico (na pintura) que surgiu no Salão de Outono de 1905, em Paris. Esta designação deriva do francês fauves (“feras”), utilizado, então, para definir pintores que empregavam a cor de modo expressivo e arbitrário (“selvagem”). Entre os seus mais célebres representantes encontram-se Henri Matisse, Albert Marquet e Maurice de Vlaminck.
Esta corrente é considerada como a primeira revolução artística do século XX. Os expositores - Matisse, Derain, Rouault, Vlaminck, Van Dongen, Kandinsky, Jawlensky e Braque - são reconhecidos prejorativamente pelo crítico de arte Louis Vauxcelles como fauves (feras). Os artistas, num acto de provocação, adoptam essa denominação para o seu movimento.
As retrospectivas de Van Gogh, em 1901 e 1905, e de Cézanne, em 1904, 1905, 1907, serão muito importantes como revelações para os Fauves. As influências de Delacroix, Turner, Degas, Manet, Odillon, Redon, Monet, Gauguin e de E. Munch foram fundamentais para o Fauvismo, mas também para o Expressionismo, corrente artística que se desenvolvia ao mesmo tempo na Alemanha.
O Fauvismo internacionalizou-se, apesar da sua origem francesa.
Os fauves rejeitaram o Classicismo, o Simbolismo, o Divisionismo e o Impressionismo, afirmando a autonomia da cor pela representação do espaço. Entendiam a pintura como instinto, como veículo de expressão das suas emoções, recusavam qualquer convencionalismo, distorciam os volumes e exaltavam as cores fortes. As exposições da arte islãmica e dos primitivos franceses (1903 e 1904) contribuíram para influenciar a simplificação cromática e para a sua liberdade total. Os fauves realizavam uma síntese das suas sensações pela força da construção da sua obra . Segundo Matisse, a
perspectiva utilizada seria a “perspectiva do sentimento”, pela aproximação dos planos, que evidenciavam a presença do
artista. Tinham por tema principal da sua pintura a natureza, representavam-na marcada pelo homem e exprimiam a alegria de viver. O movimento fauvista terminou em 1908 e o seu carácter experimental acabou por destruí-lo, em favor de novas vias. Vlamink torna-se expressionista e Braque, seguindo lições de Cézanne, evolui para o Cubismo. Ultrapassando os limites da representação, os fauves tinham libertado o artista do seu estatuto tradicionalista.
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