Foi o pedagogo alemão Christoph Keller, em latim Cellarius _ 1638/1707; que consagrou a divisão política da história ocidental
em Antiga, Medieval e Moderna e divulgou a idéia de que o período medieval nada produziu de importante.
Keller ou Cellarius escreveu três manuais: um de História Antiga _ 1685; um de História da Idade Média _ 1688; e um de História Nova _ 1696.
A Idade Média, segundo Keller, estende-se da época do Imperador Constantino _ 324; até a tomada de Constantinopla pelos turcos _ 1453. Se, em vez da primeira data, adotarmos a tomada de Roma pelo chefe germânico Odoacro, em 476, teremos a periodização adotada nas escolas.
Keller fixou a idéia de que o período intermediário entre a Antiguidade e a Época Moderna foi um período não só estéril, mas de retrocesso: “A idade das Trevas.”
Foi a partir dos renascentistas que o período medieval passou a se pejorativamente rotulado como “A idade das Trevas” “ Época de Barbarismo Cultural.”
Esses julgamentos tendem a ser ultrapassados, pois a riqueza da cultura medieval salta aos olhos. Foi durante a Idade Media que ocorreram: _ O triunfo do Cristianismo como força unificadora da Europa;
_ O desenvolvimento das línguas e literaturas européias;
_ A criação das
universidades, das catedrais, da
arte gótica, da filosofia cristã; entre muitos outros eventos culturais.