JOIAS PARA INIMÁ DE PAULA
Por: Morgan da Motta*
Considerado um dos mais autênticos
e significativos intérpretes da sensibilidade tropical, pela sua índole lírica, além de elaborar uma pintura altamente elaborada e estruturada, o trabalho do artista mineiro
Inimá de Paula resultou num trabalho de coleção coletiva.
As criações de designers são assinadas pela Trés Jolie Joias, a convite do Grupo Rejane Borja e Entourage e com edição final com assinatura de Lorena Gomes.
Foi através de toda riqueza de cores e detalhes que Lorena Gomes - premiada no concurso Anglogold Ashanti Auditions, na categoria artesanal - criou esta nova coleção da Trés Jolie, o Tributo a Inimá de Paula. Com peças numeradas e tiragem limitada, com reprodução no máximo de três unies, os trabalhos são verdadeiros objetos de colecionadores. Após estudar a fundo as obras de Inimá de Paula, conhecer sua história e passar vários dias imersa no museu que leva seu nome, ela extraiu peças exclusivas e que refletem com fidelidades os traços do artista. As peças são esculpidas em ouro branco e amarelo, com pedras preciosas, pedras brasileiras, pérolas e acabamentos especiais. Por outro lado, visando antes de tudo retratar a diversidade da obra de Inimá, a Très Jolie utilizou gemas com lapidações diferenciadas e novos tipos de acabamentos e textura. O resultado final é a produção de joias com riqueza de detalhes como as propostas do artista.
As principais pedras usadas foram lápis-lazúli, ágata azul, citrino, coral vermelho, granada, peridoto, esmeralda, turmalina verde, cristal negro, quartzo fumê, ônix e pérola rosa. Além disso, a coleção foi inspirada nas seguintes temáticas: "Natureza Morta", "Abstrato", "Paisagens Urbanas", "Paisagem Rural" e "Auto Retrato". Sobre o evento, sob o título "Tributo a Inimá – A Joia como “Objeto de Arte", escrevemos o seguinte texto: "conhecido pelo uso criativo de cores e formas, o artista mineiro Inimá de Paula foi uma das figuras centrais do
modernismo brasileiro".
"Agora, o Grupo Rejane Borja Entourage, influenciado pelas propostas do artista, através de um conjunto de joias, cria novas imagens e novos suportes". "Há quem não separe o homem (leia-se o artista) da obra de arte. Assim é o enunciado de vários tratados. No entanto, se esta é uma regra, exceções podem ocorrer".
"Enfim, a fusão entre homem, obra e vida é válida ou plausível, se prefere". No momento em que o I Museu Inimá de Paula completa o primeiro aniversário de sua fundação, a transposição das telas em objetos de arte resulta num conjunto de alto nível à altura do mestre". "Na verdade, a ausência do suporte valoriza as imagens e o poder de síntese das 2 designers produz novos ângulos, ou seja; dos movimentos desconexos às modulações rítmicas similares ao compasso de nossos batimentos".
* Morgan da Motta é jornalista e crítico de artes.
Fonte: Joias para Inimá de Paula. “Cultura”, Jornal “Hoje em Dia”, Belo Horizonte, 04 de maio de 2009, pág.1. (cultura@hojeemdia.com.br)