Tópicos do texto:
Textos de A. Warburg e conferências de F. Saxl lançados à mesma época que livro de Gombrich revelam
vontade de atualização cultural.
Método Warburguiano: utilização dos testemunhos figurativos como fontes históricas.
Encontro de Saxl com Warburg.
Vínculo entra a vida e a obra do estudioso (Warburg)
- Viagem entre os índios puebles do Novo México;
- Estudo da astrologia e da magia nos séculos XV e XVI – loucura;
- a influência dos antigos como uma obstinação;
Ao perceber a influência da Antigüidade Clássica no Renascimento, Warburg muda sua visão sobre a Antigüidade. Investigação sobre essa influência a partir de “documentos de pouca importância”: cartas de mercadores, aventuras amorosas, testamentos, tapeçarias, quadros famosos e obscuros.
História da imagem do ponto de vista da teoria da cultura.
Relação variável entre linguagem falada e expressão figurativa, a meta é afirmar a função da criação das imagens na vida da civilização. Os outros temas eram derivações.
II. Obra de Warburg
Fragmentária e incompleta
Núcleo de problemas muito preciso
Wind: tentativa de sistematização dos conceitos e teorias de Warburg
Saxl: resultados concretos atingidos por Warburg
Inspiradores de Warburg:
Burckhard – interpretação do Renascimento / Historiografia Individualizada
Nietzsche – aspectos Dionisíacos da Antiguidade
Usener – história das religiões – Oriente X Ocidente
Pathosformeln – formulação de Warburg.
“Fórmulas do patético” – influência da mímica e do movimento para expressar emoções humanas.
III. Textos de Warburg – “método warburguiano”
Dificuldade em formular pontos comuns.
Warburg – Dionísio / Saxl – Apolo.
Relação entre Verdade e Tempo.
IV. Warburg relaciona
história da arte à teoria da cultura.
Analisa as obras de arte por meio de testemunhos históricos e pela própria obra.
Estética – Relações Culturais – Iconografia
Saxl e a análise iconográfica como método historiográfico – Falhas.
Documentação auxiliar com papel central e iconografias como secundárias.
Iconografia – História: ocorre uma falha quando o dado iconográfico fica em segundo plano em relação às questões de estilo.
V. Panofsky – analisa o nexo da interpretação iconográfica, chegando a indicar que é impossível uma descrição “puramente formal”.
Justificação teórica das próprias pesquisas iconográficas.
Camadas:
Pré-iconográfica (sensibilidade);
Iconográfica (conhecimento);
Iconológica (essência);
(Panofsky)
Necessidade de associar abordagem iconográfica e estilística.
VI. Solução da dificuldade de se utilizarem testemunhos figurativos como fontes históricas.
Posições de Gombrich;
Fuga das generalizações;
Desconfiança a respeito da utilização dos testemunhos figurativos como fontes históricas.
VII. Circularidade na interpretação iconográfica.
VIII. Gombrich – propõe considerações sobre estilo como antídoto para os problemas das pesquisas iconográficas
Esquema
Mudanças de concepções – Vínculos e dependências ou contraposições que ligam as obras de arte.
IX. Gombrich – Interdisciplinaridade
Conceito de “função” nas formas de representação.
Necessidade de se estudar o contexto social
Sociologia, antropologia.