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Resumos e revisões curtas

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Guia de História da Arte. Guia de História da Arte Contemporânea

por : Mat_thias    

Autor : Sandro Sproccati. Silvia Ferrari

ARTE CINÉTICA
O início oficial da arte cinética coincide com a exposição «Nova Tendência», organizada em Zagreb,
em 1961.
Trata-se de grupos de artistas, e não de indivíduos, porque a vontade contestatária que os anima opõem-se à comercialização da arte e ao vedetismo dos artistas. Rejeitam a imagem do artista maldito que se confessa na tela, envolto numa aura sagrada, e reivindicam uma atitude científica, elaborando obras dotadas de movimento próprio, accionadas por motores ou ímanes, ou que exigem a intervenção do público para se porem em movimento. Assim, por um lado, as obras renunciam à sua estaticidade tradicional, e, por outro, os espectadores deixam de ter um papel passivo e passam a intervir numa obra concebida pelos seus criadores. Essa intervenção faz-se através de um gesto que, na maior parte dos casos, é muito corrente: basta ligar, ou desligar, o electroíman responsável por um campo energético para se activarem atracções e repulsas e, portanto, alterações formais de uma determinada composição.
OP ART ou ARTE ÓPTICA
(Abstracção Geométrica Europeia)
Em contrapartida, na op art, o movimento é apenas virtual. Os artistas que aderem a esta corrente, encontram-se em 1965 no MoMA (Museum of Modren Art) de Nova Iorque, onde a exposição “The Responsive Eye” conta com a participação de artistas como a inglesa Bridget RILEY, o venezuelano Jesús Raphael SOTO E O HÚNGARO Victor VASARELY. As suas obras sugerem a ideia de movimento por meio de efeitos ópticos obtidos de várias formas, jogando com associações cromáticas e formais que se combinam em reentrâncias e saliências, ou se fluidificam em ondulações hipnóticas, de acordo com a posição assumida pelo espectador. Facilmente traduzíveis em pattern, os motivos da op art depressa abandonam o espaço científico da pesquisa para, nos anos 70, se transformarem em estilo.
Publicado em: março 24, 2009
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