LAND ART
Segundo Robert Smithson “O movimento earth retirou alguns impulsos da arte minimal”. “A Land Art é fundamentalmente
uma arte processual”, segundo Tonia Raquejo.
Na segunda metade dos anos 60, a arte começa a abandonar as salas das galerias e a procurar espaços novos onde possa intervir livremente (site-specific). São sobretudo os artistas americanos que se aventuram em regiões mais ou menos selvagens, longe dos aglomerados urbanos, para aí executarem obras gigantescas, que nascem em simbiose com a natureza e que à natureza acabarão por voltar, com o passar do tempo.
Apesar da inspiração minimalista dessas enormes composições geométricas, a atitude assumida pelos artistas traduz, pelo contrário, uma espécie de neoromantismo. Ao isolarem-se do mundo civilizado para realizarem obras invendáveis, negam ao mercado da arte a possibilidade de transformar o original em mercadoria, dado que o que fica à disposição dos galeristas, dos espectadores e dos eventuais compradores, são os filmes e as fotografias que testemunham o acontecimento.