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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Artes & Humanidades>História Da Arte>Guia de História da Arte. Guia de História da Arte Contemporânea

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Guia de História da Arte. Guia de História da Arte Contemporânea

por : Mat_thias    

Autor : Sandro Sproccati. Silvia Ferrari

Logo a seguir à guerra, os meios artísticos italianos revelam grande vontade de participar na vida sociopolítica do
país. Adoptam uma linguagem simples e pura, que permitiu a comunicação directa com um vasto público. Esta atitude está presente nos mais variados meios de expressão, do cinema à literatura.
Renato Guttuso (1912-1987) foi um artista italiano que convergiu mais para uma pintura realista, inspirada na vida e no trabalho das classes populares.
CINEMA NEO-REALISTA
Tal como a fotografia, também o cinema obrigou pintores e escultores a pôr em questão a sua figura e a sua bagagem de imagens e de técnicas, revelando, por exemplo, a impossibilidade de competir com a “sétima arte” na representação objectiva da realidade e na produção de imagens destinadas a um público tanto mais indistinto quanto mais vasto numericamente. A expressão mais elevada, e mais famosa, dos sofrimentos, dos sonhos, das esperanças e dos dramas da Itália do pós-guerra é, seguramente, encarnada pelo cinema neo-realista.
Após a guerra, o cinema vive um período difícil, dada a escassez de material necessário à realização, incluindo a falta de produtores. Com a escassez de meios, contudo, os cineastas gozam de uma enorme liberdade criativa. O recurso a actores amadores e a importância atribuída à improvisação favorece o aparecimento de um cinema que parece desprovido de artifícios. Muitos dos filmes reproduzem o clima da guerra ou do pós-guerra, como ROMA, CIDADE ABERTA (1945) e STROMBOLI (1949), de Roberto Rosselini (1906-1977), o realizador mais genuinamente representativo do neo-realismo italiano, em cujas fileiras militam também Vittorio De Sica, Cesare Zavattini e, em certos aspectos, Luchino Visconti. Todos eles souberam narrar, de uma forma aparentemente objectiva, servindo-se também de uma extraordinária capacidade “efabulatória”, resultante dos grandes ensinamentos do romance oitocentista, acontecimentos capazes de suscitar uma adesão colectiva imediata, através da criação de figuras exemplares, em que toda uma geração de espectadores se pôde reconhecer.
Publicado em: fevereiro 01, 2009
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