A Páscoa é uma celebração religiosa móvel. Isto é, o dia do mês em que ocorre varia de ano para ano, existindo uma única constância que é o facto de ocorrer a um Domingo. A palavra Domingo, deriva do latin dominicus, que significa dia do Senhor. A determinação do dia em que deve ser celebrada foi assunto de grande discussão no passado. Foi, por exemplo, discutido no importante Concílio de Niceia, na Ásia Menor, que ocorreu em 325 d.C. uma vez que uma das questões centrais para o Mundo Cristão a decidir nesse concílio ecuménico mundial, era precisamente o de unificar a data da Páscoa. A razão para isto devia-se ao facto de a Páscoa ser celebrada em dias diferentes em regiões diferentes da cristandade. Por exemplo, os cristãos orientais celebravam a páscoa no décimo quarto dia do mês lunar, independentemente do dia da semana em que aquele calhava. Estas diferenças no dia em que a Páscoa era celebrada em diferentes partes do Mundo Cristão, acalentavam diversos cismas religiosos. Por isso, foi decido naquele concílio fixar uma data que deveria ser seguida por todos, que estivesse ligada ao calendário lunar (que era também a base do calendário judáico), e que simultaneamente garantisse que a Páscoa fosse sempre celebrada num Domingo. Apesar da boa vontade, era necessário alguém que coordenasse a previsão das fases da Lua enquadrando-as no calendário Solar. Isto não foi tarefa fácil e o desacordo entre previsões distintas originou que diferentes partes do Mundo Cristão continuassem a festejar a Páscoa em Domingos diferentes, como ainda hoje acontece, apesar de o calendário gregoriano (estabelecido em 1582 pelo Papa Gregório XIII) ter trazido uma maior uniformidade. A tarefa de determinar o Domingo de Páscoa não é ainda hoje uma tarefa imediata: é o primeiro Domingo a seguir à primeira Lua Cheia que ocorra em, ou depois de 21 de Março.
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