A globalização em
curso,qual tsunami crescente e progressivo, vai devorando as culturas típicas de cada micro região e vai
construindo uma cultura estandardizada, consumista, atípica, quase universal. Cada ser humano, aqui com sinónimo imediato de sujeito económico consumidor, abandona as suas raízes e transnforma-se num urbano global em competição agressiva para consumir mais, ou pelo menos para consumir o mínimo.
Os adeptos acríticos da globalização em
curso, dizem que os ideais do liberalismo são os mais eficientes. Deixem em paz e liberdade os funcionamentos dos mercados e teremos o paraíso mesmo aí, ao virar da esquina!
Os valores e indicadores macroeconómicos, agregados e frios, não expressarão as diferenças cada vez mais acentuadas, as macrocefalias, os discriminados e excluídos!
A par disto esbatem-se tipicidades culturais próprias de cada micro cultura!
A páscoa do romaninho e das procissões, a empatia de todo o povo em redor dum ideal ou objectivo, as culinárias tradicionais, as cumplicidades colectivas cedem a um modelo de marketing global, muito alicerçado em aculturação e desculturação. Nesta Pascoa evoco Jesus Cristo e a sua intenção de criar o homem solidário universal, sem eleitos nem gentios.Temo que ele não se reveja mínimamente neste Homem que a globalização está a individualizar como produto de fabrico em série, muito programado!...