Sou mulher e no dizer de Shopenhauer serei
manhosa como todas as outras mulheres, daí que quero homenagear
AS
MULHERES DE TODO O MUNDO com este abstrato de O MEU SARAIVA PREFERIDO, um homem pensante, no dizer de Shopenhauer, e destinado como todos os Homens, às grandes tarefas da Humanidade; mas,como mulher presto homenagem às Mulheres... falando de um Homem?
Manha, ardil engenhoso para provar que SÃO AS CONDICIONANTES, impostas ou opcionais, que levam a que muitas vezes não apareçam mais MULHERES pensantes. Mesmo a Mulher Cão, cachorrinho dócil e amestrado pelo dono HOMEM, PENSA e não só: faz comida para que o HOMEM PENSANTE
pense mais, trata da roupa, para que o HOMEM PENSANTE
pense apenas em pensar, arruma-lhe a casa, para que o HOMEM PENSANTE
pense confortavelmente. Agora leia o que EU MULHER "quase
pensei" de um HOMEM, que pensou e escreveu maravilhosamente.
António José Saraiva nasceu em Leiria a 31 de Dezembro de 1917 e faleceu em Lisboa em 17 de Março de 1993. Doutorado em Filologia Românica pela Universidade de Lisboa (Faculdade de Letras) onde exerceu funções de professor catedrático. Por ser anti-fascista António José Saraiva exilou-se em França em 1960. Viveu na Holanda onde foi professor catedrático da Universidade de Amesterdão. Após a Revolução dos Cravos (1974) regressou a Lisboa onde tive o grato prazer de o conhecer pessoalmente na Universidade de Lisboa. Conhecia apenas a sua História da
Literatura Portuguesa, que publicou com o professor
Óscar Lopes. Era uma figura simples, daquelas com quem nos cruzamos na rua tantas vezes e que mal olhamos. Por vezes damos atenção por demais às roupagens, aos perfumes e aos adornos; importantes serão, afinal devemos cuidar e mimar o nosso corpo, uma máquina maravilhosamente bem construída, MAS, voltando ao meu Saraiva preferido,ele, o ANTÓNIO JOSÉ, pai de
José António Saraiva (jornalista) e irmão de
José Hermano Saraiva (conhecido autor de programas televisivos e escritor e historiador), quero dizer-vos que
quase sempre a
SIMPLICIDADE esconde um GÉNIO, era o que era o meu SARAIVA PREFERIDO. Para além da História da Literatura Portuguesa em parceria com Óscar Lopes, tem as seguintes obras:
O que é a Cultura,
História Da Cultura Em Portugal - (Vol. II) -
Gil Vicente, Reflexo da Crise ,
As Ideias de Eça de Queirós,
Para a História da Cultura em Portugal ( Vol.s I e II),
Ser ou Não Ser Arte,
As crónicas de Fernão Lopes,
Gil Vicente e o Fim do Teatro Medieval, Estudos sobre a Arte D'os Lusíadas,
O Crepúsculo da Idade Média em Portugal,
entre. Vá à sua Biblioteca ao à sua Livraria e requisite ou compre uma destas obras. Confira o que eu disse, que a simplicidade NUNCA é sinónimo de
mente andrajosa. Simplicidade é uma opção de vida. A essa simplicidade de ornamentos superflúos pode estar agregada uma MENTE PRODIGIOSA, como a do MEU SARAIVA PREFERIDO. Quando estiver a LER, PENSE, se for MULHER PENSE MAIS (ainda mais), já que o nosso amigo Schopenhaur PENSAVA que nós mulheres, o
Segundo Sexo, apenas ou QUASE só serviamos para cuidar do HOMEM PENSANTE, alimentá-lo, satisfazê-lo.
Não posso obter RESPOSTA, mas que gostaria de SABER o que diria HOJE ou melhor ainda, o que PENSARIA HOJE da MULHER o conhecido Schopenhaur, lá isso gostaria...
PS: leia sobre Schopenhauer no Blog do Dr Magnus Amaral Campos